Eixo III

Avaliação e compromisso com o direito à aprendizagem

Objetivos:
  • Promover um estudo sobre os fundamentos teórico-metodológicos da avaliação educacional, visando a (re) significação da avaliação no contexto escolar.
  • Possibilitar a utilização da avaliação da aprendizagem como instrumento de apoio a reformulação do planejamento pedagógico, visando intervenções adequadas no processo de ensino aprendizagem.
  • Fornecer subsídios teórico-metodológicos para o tratamento das áreas do conhecimento, visando o redimensionamento da prática pedagógica.
  • Encaminhar as próximas atividades com o Projeto Político Pedagógico, a partir da identificação do que foi realizado pela unidade escolar.
  • Avaliar o processo formativo realizado ao longo do ano em curso, identificando indicadores que possibilitem a melhoria do trabalho no desenvolvimento da terceira etapa.
Período: Novembro a Fevereiro


ETAPA I – CADERNO 5
Sumário

Introdução /  5

1. Gestão democrática da educação e gestão democrática da escola  / 6
1.1. Gestão democrática da educação ou gestão democrática da escola? / 6
1.2. Gestão democrática da escola pública e autonomia: origens e contextualização / 8
2. A direção da escola e a gestão democrática / 12
3. O Conselho Escolar e a gestão democrática / 18
3.1 Como a comunidade do entorno da escola participa do Conselho Escolar? / 23
4. O Grêmio Estudantil e a gestão democrática / 24
5. Os desafios da prática: a gestão democrática da escola pública entre o proposto e o realizado / 30
6.  A gestão do trabalho pedagógico: o PPP em ação / 39
6.1 O Projeto Político-Pedagógico (PPP) / 40
6.2 A sala de aula e a vivência pedagógica democrática / 45
Referências / 48

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

Os desafios da prática: a gestão democrática da escola pública entre o proposto e o realizado

Reflexão e ação pg. pg.38-39

1 Tente realizar com um grupo de colegas a identificação de ações de caráter patrimonialista presentes no interior da escola ou na relação desta com os pais.
2 Faça o mesmo com exemplos concretos de “autonomia concedida” e autonomia efetiva nas escolas onde atuam.
3 Junto com um grupo de colegas, troquem e registrem suas experiências relativas à forma como os pais com que têm contato se manifestam a respeito dos três aspectos que, segundo Paro, condicionam a participação deles na vida escolar.
4 Com base no que discutiram, proponham formas pelas quais possam ser rompidas e superadas as práticas patrimonialistas existentes na escola, assim como formas de articulação com os familiares dos alunos que ajudem a superar os condicionantes que dificultam sua participação.

RESPOSTAS

Após leitura do caderno 5, entendemos que o patrimonialismo encontra-se ainda muito presente nas escolas públicas como também em outras esferas da sociedade. De maneira que existe uma total confusão entre o que é público e o que é privado. E a maioria dos gestores administram as escolas como se fossem donos.

Hoje em pleno Século XXI faz-se necessário vivermos em uma escola renovada, em que as decisões sejam tomadas na coletividade. Os trabalhos realizados em uma unidade escolar devem ser cooperativistas, socializados, compartilhados, Direitos e deveres compartilhados pela comunidade escolar. As relações distantes e autoritárias devem ser banidas da comunidade escolar e permanecer o respeito.
A escola nova deve ser de fato: democrática, flexível, unida, contribuindo para formação humana integral do aluno como sujeito principal do processo educativo.
Finalizando, gostaria de enfatizar que a participação dos pais neste processo é muito importante, o qual deixa a desejar em reuniões pedagógicas, ou outros encontros. Falamos isto pois mesmo que sejam difíceis as reuniões de país na escola, é o momento em que eles tem a chance de perguntar, tirar dúvida, sugerir, reivindicar e participar da vida escolar do seu filho, e isso raramente acontece.

Abaixo salientamos alguns pontos que gostaríamos de destacar:



1.
Identificação das práticas de caráter patrimonialista no interior da escola
I. Centralização dos aspectos administrativos da gestão com clara resistência aos processos de gestão democrático-participativa.

II. Tratamento da administração como coisa particular e apropriação pessoal do cargo de direção.

III. Ausência de publicidade/transparência de como estão sendo geridos os recursos humanos, financeiros, materiais e tecnológicos da escola.

IV. Desestímulo às práticas de controle social.

V. Vulnerabilidade da escola às interferências do autoritarismo e clientelismo político.

VI. Empréstimo de equipamentos da escola para uso particular.

VII. Falta de transparência quanto ao uso de equipamentos da escola por terceiros e quanto ao que há de contrapartida

VIII. - A proibição da utilização de celulares nas salas de aula foi um ato decidido apenas pelo corpo docente da escola, sem levar em conta a opinião dos pais e dos alunos, ou seja, foi uma ordem imperiosa e coube ao aluno apenas cumprir.

IX. Outra ação patrimonialista se configura na escolha do currículo a ser empregado nos cursos vigentes dessa escola, não se levando em conta também uma possível discussão com os pais e os alunos sobre tal ação.

X. A elaboração e aplicação dos projetos pedagógicos não sofre consulta da comunidade escolar, bem compreendida, os pais e alunos.



2.
Exemplos de autonomia concedida
Exemplos de autonomia efetiva
I. “Criação” do Conselho Escolar.
I. Liberdade de definição do projeto educativo (definição do projeto político-pedagógico).
II. Projetos propostos pelos professores que não tem suporte para desenvolver, como por exemplo a alimentação dos alunos nos jogos escolares.
II. Elaboração e execução de projetos pertinentes a realidade escolar.
III. Estruturação e aplicação das aulas
III. Projeto Saúde do Professor
IV. Processo avaliativo
3.
Aspectos que condicionam a participação dos pais na vida escolar
Não temos tido oportunidade de contato com os pais; por vezes devido à fase adulta de alguns alunos, outras condicionadas pela própria ausência dos pais de adolescentes à escola, ou ausência de chamamento destes.
Desinteresse, alheamento e alienação de certas responsabilidades são aspectos determinantes para ausência dos pais na vida escolar dos seus filhos.
A maioria dos pais não procuram a escola durante o ano letivo, com exceção do período de entrega dos boletins, no final da unidade.
Muitas vezes, a causa da abstenção dos pais na vida escolar dos filhos passa pelos seus horários de trabalho inflexíveis.
Os condicionantes econômicos, ou seja, tanto os professores quanto os pais por terem muitas atividades, se veem muitas vezes impossibilitados de ter um contato mais frequente; Já com relação a vontade de participação e troca de informações entre os pais e a escola so acontece num nível muito primário, isso quer dizer, os pais só vem a escola para receber os boletins dos filhos por um condicionante patrimonialista e poucos deles procuram saber sobre comportamento e vida escolar em geral; Com relação ao terceiro condicionante na escola não existe uma organização de pais e mestres para engendrar qualquer ação política.


4.
Medidas para romper as práticas patrimonialistas e favorecer a participação das famílias na vida escolar
I. Descentralização dos aspectos administrativos da gestão e estímulo aos processos de gestão democrático-participativa.
II. Total publicidade/transparência de como estão sendo geridos os recursos humanos, financeiros, materiais e tecnológicos da escola.
III. Efetivação do Conselho Escolar e do Grêmio Estudantil.
IV. O bom relacionamento entre pais e escola deve começar na matrícula e se estender a todos os momentos.
V. Pesquisa com as famílias para saber de sua rotina, hábitos e preferências, para facilitar a adequação no horário das reuniões.
VI. Definir os canais de comunicação permanentes com as famílias (bilhetes, e-mails, telefone, site da escola).
VII. Promover palestras e debates que tenham como objetivo a formação dos pais, tratando de assuntos de interesse geral, como saúde, mídia, drogas, sexualidade etc.
VIII. Oficinas e Palestras para os pais
IX. Atendimento mensal para as famílias - Seminários de pais por séries ou por áreas
X. Criação e movimentação de pais e mestres com a realização efetiva de encontros semanais para discussão sobre todos os aspectos relacionados a escola; dessa forma a escola realmente estaria fazendo parte do contexto onde está localizada.


ETAPA I – CADERNO  VI

Sumário
Introdução / 5
1. Avaliação educacional: uma introdução / 6
2. Avaliação da aprendizagem: algumas questões / 18
3. Avaliação e taxas de rendimento: uma relação a ser problematizada / 29
4. Avaliações externas: novos desafios e tensões / 39
Referências / 51

ATIVIDADE DESENVOLVIDA

Reflexão e ação pg.28



Questão 2. Em consulta ao projeto político-pedagógico e aos planos de ensino (aos quais você possa ter acesso) de sua escola, procure identificar os seguintes elementos:
Definição(ões) de avaliação da aprendizagem (ns) encontradas Quais os instrumentos e procedimentos mais utilizados Critérios para atribuição de notas ou conceitos e de aprovação Instâncias e participantes para definição da situação de cada aluno ao final do ano letivo Observações consideradas relevantes para a discussão de avaliação da aprendizagem
Avaliação interna; - Pesquisas bibliográficas e de campo; - A avaliação do desempenho escolar é efetuada por disciplinas;  - Conselho de classe;  Projeto NegrAtitude
A Avaliação é contínua e cumulativa do desempenho do aluno, prevalência dos aspectos qualitativos sobre Os quantitativos e dos resultados Ao longo do período sobre Os de eventuais - Provas teóricas (objetivas e dissertativas) e práticas;  - Em cada uma das disciplinas é atribuído o grau de zero (zero) a 10,0 (dez) pontos por unidade;  - Gestão escolar;  
Provas finais.  - Registros em forma de relatórios, gráficos, portfólio, audiovisual e outros. - Os 10,0 (dez) pontos de cada disciplina são divididos da seguinte   maneira: 6 pontos de atividades/avaliações processuais e 4 pontos da prova unificada por área de conhecimento;    
  - Debates em forma de seminários;  - A nota mínima para aprovação nas disciplinas é 5 (cinco) pontos;  - Professores;  
    - Ao final de cada unidade é realizada a recuperação paralela para os estudantes que não alcançaram a média de aprovação.  - Secretaria.  
Ciências da Natureza
Definição(ões) de avaliação da aprendizagem encontradas Quais os instrumentos e procedimentos mais utilizados Critérios para atribuição de notas ou conceitos e de aprovação Instâncias e participantes para definição da situação de cada aluno ao final do ano letivo Outras observações que considere relevantes para a discussão de avaliação da aprendizagem
Processo que permite observar, analisar e diagnosticar, nos processos de ensino e aprendizagem, se as metodologias utilizadas pelo professor e a aprendizagem do estudante atingem o objetivo maior da educação que é a construção e apreensão do conhecimento. Nesse sentido, fazemos uso da avaliação durante todo o   processo. - Pesquisas bibliográficas e de campo; - A avaliação do desempenho escolar é efetuada por disciplinas; - Conselho de classe; De modo geral os projetos são interdisciplinares e os professores participantes atribuem notas aos alunos na unidade referente ao projeto.
provas finais. - Provas teóricas (objetivas e práticas; -  Para a participação nas atividades propostas em sala, exposição (oral ou escrita) do estudo realizado nos testes, apresentações e projetos multidisciplinares é atribuído de zero a seis pontos (0 < x < 6), e para o teste interdisciplinar de zero a quatro pontos (0 < x < 4), perfazendo um total de 10 (dez).  - Gestão escolar; Consideramos que apesar de todos os esforços realizados para que os instrumentos avaliativos sejam incentivadores, junto às metodologias, para que os alunos estudem e aprendam não estamos obtendo êxito. Explicitamos, também, que no inicio do ano letivo (2014) realizamos uma avaliação diagnóstica e emergiu dessa ação as lacunas no que se refere aos pré-requisitos para o aprofundamento e ampliação dos conceitos no ensino médio, contrapondo-se ao resultado oficial do IDEB das escolas em que esses alunos vieram.
  - Questões retiradas do ENEM e trabalhadas em sala de aula - Ao final de cada unidade é realizada a recuperação paralela referente a prova unificada (0 – 4 pontos) para os estudantes que não alcançaram a média de aprovação.    
- Atividades envolvendo lista de questões. -Atividades em sala (individual e em grupo), testes (com e sem consulta de material), apresentação de trabalhos (utilizando as TICs), teste interdisciplinar e projetos multidisciplinares. Além disso também utilizamos instrumentos externos de avaliação como AVALIE, OBMEP e ENEM Como incentivo para que os estudantes participem, pontua-se as avaliações externas em um ponto (1,0) extra.  - Corpo docente;  
A avaliação é contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais - Projetos  - A nota mínima para aprovação nas disciplinas é 5 (cinco) pontos;  - Secretaria. Feira de Ciências
Apresentações Teatrais
Linguagens
Definição(ões) de avaliação da aprendizagem(ns) encontradas Quais os instrumentos e procedimentos mais utilizados Critérios para atribuição de notas ou conceitos e de aprovação Instâncias e participantes para definição da situação de cada aluno ao final do ano letivo Outras observações que considere relevantes para a discussão de avaliação da aprendizagem
 - A avaliação é somatória, contínua do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período. - Pesquisas bibliográficas e de campo; - A avaliação do desempenho escolar é efetuada por disciplina;    - Conselho de classe
A construção do conhecimento deve ser um processo continuo e progressivo, desse modo a avaliação deve per passar por vários elementos, tanto quantitativos quanto qualitativos, sendo que os qualitativos devem prevalecer aos quantitativos, a escola deve aliar os conhecimentos que o aluno traz e associar aos que a escola vai trabalhar, a avaliação deve obter informações sobre as dificuldades e os avanços dos alunos.
 - Provas teóricas (objetivas e práticas); - Em cada uma das disciplinas é atribuída a nota de zero (zero) a 10,0 (dez) pontos por unidade; Há também a ressignificação no contra turno das três áreas.
  - Registros em forma de relatórios, portfólio, audiovisual e outros. - Os 10,0 (dez) pontos de cada disciplina são divididos da seguinte maneira: 6 pontos de atividades/avaliações processuais e 4 pontos da prova unificada por área de conhecimento; -Articulação de área.  De modo geral os projetos são interdisciplinares e os professores participantes atribuem notas aos alunos na unidade referente ao projeto.
-Gestão escolar;
- Professores;
- Secretaria.
Provas finais - Questões retiradas do ENEM e trabalhadas em sala  - A nota mínima para aprovação nas disciplinas é de 5 (cinco) pontos;   Projetos individuais realizados por alguns professores
- Atividades orais e escritas: teatros, saraus Seminários, debates e apresentações teatrais Autoavaliação   Projetos estruturantes: FACE, TAL e AVE
- Produção escrita: artigos etc.
- Atividades envolvendo testes simples. - Exposição de desenhos, poemas - Ao final de cada unidade há a recuperação paralela referente a prova unificada (0 – 4 pontos) para os estudantes que não alcançaram a média de aprovação.    Projeto de leitura interdisciplinar

PROJETOS DA ESCOLA - NEGRATITUDE

Nesse período também realizamos os projetos NegraAtitude - O projeto já é realizado no colégio desde 2011 e é um marco da área de Ciências Humanas por trazer a discussão para sala de aula sobre a consciência negra, valorização da cultura, do povo Baiano, brasileiro e africano.

   
                                Exposição da África do Sul                              





Exposição de pratos típicos da República de Camarões






     Exposição de danças tradicionais do Marrocos  
      Apresentações teatrais
                                     

Alunos do turno vespertino mostrando a alimentação da República do Congo




 Etapa II  - Caderno I -  “ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NO ENSINO MÉDIO”.






Sumário
Introdução  / 6
1. A formação humana integral: a articulação entre os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano e a Organização do Trabalho Pedagógico / 11
1.1 A escola como lócus da formação integral: trajetórias docentes e reconhecimento das diferentes juventudes  / 14
1.2 Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM): as bases conceituais para o redesenho curricular / 21
2. Valorização e interpretação do planejamento participativo: Projeto Político-Pedagógico, Proposta Pedagógica Curricular, Plano de Trabalho Docente, Regimento Escolar e Estatuto(s) como mediações para a Organização do Trabalho Pedagógico Escolar  / 23
2.1. A construção do trabalho pedagógico: instrumentos e fundamentos  / 25
2.2. Projeto Político-Pedagógico: o impacto da legislação na organização do trabalho coletivo escolar  / 26
2.3 Proposta Pedagógica Curricular – a construção da autonomia escolar / 28
2.4 Plano de Trabalho Docente: a articulação necessária entre Projeto Político-Pedagógico e Proposta Pedagógica Curricular / 30 
2.5 Regimento Escolar e Estatuto: normatizando as ações educativas  / 30
3. A formação continuada na escola: o papel do gestor escolar e do coordenador pedagógico na reconfiguração da hora-atividade - espaço de elaboração, interpretação e avaliação coletiva do Plano de Trabalho Docente / 32
3.1. Trabalho pedagógico escolar: a natureza e a especificidade do trabalho educativo  / 33
3.2 A matriz orientadora da atuação do gestor escolar: a efetivação do Projeto Político-Pedagógico da escola  / 34
3.3. Organização do trabalho pedagógico da escola: por onde começar? / 36
3.4. O espaço escolar: reflexão, organização e sistematização do trabalho pedagógico no Ensino Médio  / 37
REFERÊNCIAS / 41


Atividades Realizadas
REFLEXÃO E AÇÃO p.13-14
O professor Miguel Arroyo realiza uma discussão acerca da diversidade na sociedade e na escola. Vamos assistir ao vídeo? Faça uma reflexão com seus colegas, com base nas questões:
 Algumas respostas:
1- A diversidade e a pluralidade constituem desafio na organização do trabalho pedagógico escolar? Quais?
Sim, a diversidade e a pluralidade são desafios no trabalho pedagógico escolar pois os mesmos tratam de processos culturais que até pouco tempo não eram discutidos no contexto escolar, eles veem como desafios tratar e reconhecer tanto a diversidade quanto a pluralidade, o primeiro desafio e para fazer com que toda a comunidade escolar repense o fazer pedagógico na formação dos professores e dos alunos como seres pensantes e críticos sobre a sociedade que atuam, outro ponto que se deve observar como desafio é a mudança de postura, é fundamental reconhecer  uma nova identidade diante de uma sociedade plural e diversificada, levando em consideração não o fato destes serem excluídos ou terem sido marginalizados, e sim o fato de terem sido injustiçados, como bem colocou o professor Miguel Gonzalez Arroyo, para isso o professor e a escola onde está inserido precisam refletir e reformular conceitos e currículos capazes de uma ação pedagógica multiculural, uma maneira de desenvolver essa ação é em sala de aula, onde professores podem levar seus alunos a refletirem e investigarem sobre questões relacionadas a cultura de grupos ligados ao contexto social que estão inseridos.
*********************************************************************************
O vídeo com a entrevista cedida pelo professor Miguel Arroyo ao programa Nós da Educação leva-nos a refletir sobre a nossa prática pedagógica e sobre o cotidiano escolar. Li os comentários dos colegas acerca do que Arroyo discutiu, como colocaram muito bem a questão do respeito à diversidade de crenças, sexualidade, entre outros.
Chamou-me atenção, porém, a questão dos aspectos afetivos e corporais. De fato, o Colégio Modelo é essa escola plural que Arroyo fala. Recebe alunos de várias cidades vizinhas, alunos que já estudaram em instituições privadas de ensino, outros que moram em zonas periféricas, expostos à violência nos mais diversos níveis, filhos de lavadeiras, pedreiros, entre outros.  Como selecionar conteúdos, estratégias e metodologias de modo a contemplar essa diversidade? Como lidar com esse aluno que sofre tantos preconceitos e exclusão social? Será que minha aula não o exclui ainda mais? Como motivá-lo a aprender?
Não tenho as respostas. Creio que temos esse desafio de abandonar discursos de que o aluno não aprende e por isso não vamos fazer nada. Será que mudando a metodologia o aluno não pode ser instigado a aprender? Será que ajudando-o a recuperar a autoestima e inserindo algumas atividades lúdicas e outras científicas não  os motivaria?
As respostas serão obtidas ao longo da revisão do PPP, pois teremos que traçar a nossa identidade, nossos valores educacionais, em que acreditamos e, sobretudo, conhecer nosso aluno e a comunidade da qual faz parte. Não podemos mais preparar nossas aulas desconsiderando o aluno real e pensar apenas no ideal. Quem é meu aluno? Por que ele estudar?  Onde ele quer chegar? Como posso auxiliá-lo nesse processo? Para ele qual a utilidade de uma LE?
Se de fato queremos que a escola contemple a diversidade dos grupos tão plurais que recebemos devemos pensar nessas questões.
2- A pluralidade e a diversidade podem ser mola propulsora de nova organização do trabalho pedagógico? Como? Por que? Essa reflexão possibilitou um novo olhar sobre a diversidade da sua escola?
Podem e devem ser, de forma prática a organização do trabalho pedagógico deve dialogar entre a vida do estudante e as mais variadas formas de cultura. Essas culturas não podem ser vistas como história apenas pois elas influenciam a sociedade, os costumes e hábitos sociais que permeiam todo o cotidiano escolar, dessa maneira o estudante vai se reconhecer em diversas circunstâncias, vai entender as diferenças sociais, regionais, religiosas e todas as outras que possam existir e além de reconhecê-las irá entendê-las e respeitá-las. Algumas escolas já fazem um trabalho voltado para a questão da diversidade e essa reflexão nos ajudou a amadurecer o trabalho e organizar as discussões e buscar desenvolver de forma mais consistente o trabalho já desenvolvido quanto a diversidade e a pluralidade.
********************************************************************************
Acredito que essa pluralidade e diversidade mostrada por Arroyo conduz sim a comunidade escolar a repensar a práxis pedagógica. Se não levarmos em consideração tais questões, que utilidade terá a escola para os estudantes e para a sociedade de um modo geral? Considerando que o trabalho escolar tem uma dimensão politica, contribuiremos para manutenção do status quo, de modo que os explorados e oprimidos assim permaneçam?
E para mim mesma pergunto: como ensinar LE de modo que seu aprendizado faça sentido para o estudante? O que ensinar em LE quando o ENEM apenas cobra interpretação de texto? Deve ser o ENEM o parâmetro para meu ensino?
Percebo que temos uma comunidade interna inquieta, insatisfeita com a prática pedagógica, com os mecanismos de avaliação, com as regras de conduta, com os níveis de conhecimento do alunado. O que fazer para de fato ocorrer aprendizagem? Em busca dessa resposta é que nos reorganizaremos e construiremos um fazer pedagógico significativo para nós e para os alunos.
Registre as conclusões dessa reflexão, destacando os aspectos que a comunidade escolar precisa considerar na reescrita do PPP e na elaboração do Plano de Trabalho Docente. Apresente os registros dessa reflexão ao Conselho Escolar para análise, apreciação e deliberação quanto a mudanças necessárias das práticas pedagógicas e de gestão da escola.
Ver vídeo em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=17766#
Resposta coletiva:
No vídeo “Nós da Educação”, Arroyo nos mostra que a diversidade e a pluralidade trata de uma complexa relação entre direito, cultura e educação, que carece de amplo debate e de entendimentos capazes de gerar ações que dêem conta de traduzir, na prática, atitudes de reconhecimento e apreço à diversidade social e cultural e, consequentemente, o estabelecimento do respeito entre os seres humanos.
Um dos maiores desafios é construir um trabalho pedagógico para que toda a comunidade compreenda a escola como um lugar de identidade plural, onde todos terão seu espaço respeitado, em um local onde se deve tratar a todos com humanidade e dignidade. Tendo o eixo da diversidade surgido como uma reivindicação dos movimentos sociais, hoje, legalmente, temos a responsabilidade de articular o nosso currículo formal, de modo interdisciplinar, respeitando a diversidade como justiça social, coletiva. Assim, a depender do modo de sua abordagem pela escola, podemos favorecer, na prática, a vivência de relações, manifestadamente, mais comprometidas com a humanização, via aceitação e reconhecimento à diversidade sociocultural.
Como nos mostram os PCN’s, o grande desafio da escola é reconhecer a diversidade como parte inseparável da identidade nacional e dar a conhecer a riqueza representada por essa diversidade etnocultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro, investindo na superação de qualquer tipo de discriminação e valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a sociedade. Nesse sentido, a escola deve ser local de aprendizagem de que as regras do espaço público permitem a coexistência, em igualdade, dos diferentes.
 O trabalho com Pluralidade Cultural se dá a cada instante, e exige que a escola alimente uma “Cultura da Paz”, baseada na tolerância, no respeito aos direitos humanos e na noção de cidadania compartilhada por todos. O aprendizado não ocorrerá por discursos, e sim num cotidiano em que uns não sejam “mais diferentes” do que os outros. Como nos lembra Arroyo, nosso desafio é tronar esta questão abstrata, do direito e da lei, em algo concreto, de sujeito e de fato. Ou seja, é necessário que a escola, com o seu papel de formadora de cidadãos críticos, consiga fazer com que, especialmente os alunos, compreendam a diversidade e a pluralidade algo como parte natural da formação de toda e qualquer sociedade, não devendo, portanto, haver qualquer relação de superioridade ou inferioridade frente as diferenças de cor, religião, etnia, gênero ou sexo.
Etapa II  - Caderno II -  CIÊNCIAS HUMANAS


Sumário
Introdução  / 6
1. A integração entre as Ciências Humanas como projeto pedagógico  / 9
1.1 O problema das Ciências Humanas   / 9
1.1.1 A paideia grega: a formação do cidadão   / 10
1.1.2 As artes liberais romanas: a formação do orador   / 10
1.1.3 As Humanidades renascentistas: a formação literária   / 11
1.1.4 As especialidades e disciplinas modernas: a formação do cientista   / 12
1.1.5 As Ciências Humanas contemporâneas: a formação do especialista   / 13
1.2 Integração e interdisciplinaridade no ensino secundário brasileiro: dilemas e possibilidades   / 14
2. Os sujeitos estudantes do Ensino Médio e os direitos a aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas   / 19
2.1. Contribuições das Ciências Humanas para a compreensão da relação entre Juventude e Educação   / 22
2.2 Para que servem as Ciências Humanas?   / 25
3. Trabalho, Cultura, Ciência e Tecnologia na Área de Ciências Humanas   / 28
4. Possibilidades de abordagens pedagógico-curriculares na Área de Ciências Humanas  / 37
4.1 Uma última palavra: interdisciplinaridade como ação   / 44
Referências  / 46
Atividade Realizada -  REFLEXÃO E AÇÃO pg.18
Caro professor, cara professora, o texto abaixo sugere que o trabalho interdisciplinar exige o “encargo da compreensão”. Leia o texto e discuta este conceito entre seus colegas. Registre em um texto as principais ideias debatidas, e em seguida, identifique um conteúdo ou tema do seu componente curricular com potencial para uma ação interdisciplinar.
“Apesar de os estudos de processos integrativos serem pequenos em número, os autores concordam em vários pontos. Tomar emprestado de outra disciplina exige assumir o que Janice Lauer chamou de ‘encargo da compreensão’. É necessária uma compreensão mínima do seu mapa cognitivo, incluindo os conceitos básicos, modos de investigação, termos, categorias de observação, técnicas de representação, padrões de prova e tipos de explicação. Aprender uma disciplina a fim de praticá-la é, porém, diferente de usá-la para propósitos interdisciplinares. O domínio da disciplina denota conhecimento completo. O trabalho interdisciplinar exige adequação. Os que tomam algo emprestado não reivindicam expertise em todas as áreas. Eles identificam informações, conceitos ou teorias, métodos ou ferramentas relevantes para a compreensão de um problema particular, processo ou fenômeno. Além disso, não há nenhum Esperanto interdisciplinar. (...) A linguagem interdisciplinar normalmente evolui por meio do desenvolvimento de uma língua de comércio que se torna um pidgin – definido em linguística como uma língua provisória – ou um crioulo – uma nova primeira língua de uma comunidade”.
(Klein, Julie Thompson. Humanities, culture, and interdisciplinarity: the changing American academy. Albany: State University of New York Press, 2005).
 RESPOSTA
 Encargo de compreensão é o reconhecimento da interconexão existente entre os conhecimentos científicos presentes nas inúmeras disciplinas escolares. Esse reconhecimento possibilita adaptações/adequações e ampliação das abordagens no ensino-aprendizagem. Seguindo esse pressuposto, apresentamos abaixo uma proposta de trabalho interdisciplinar da área de Ciências Humanas.
Tendo como referência a tela ‘Os Operários’, da artista Tarsila do Amaral (Figura 1), obra de arte que reflete a preocupação da autora com o desenvolvimento social e econômico brasileiro, com as ideologias que permeavam a sociedade e que buscavam reformas, revoluções e/ou a manutenção da hegemonia das elites, entre outras ideias, sugerimos as seguintes abordagens para o trabalho interdisciplinar dos componentes curriculares que compõem a área de Ciência Humanas e suas Tecnologias:
1.      Sociologia: Transformação e mudanças sociais; Classes sociais; Surgimento da Sociologia.
2.      Geografia: Migração; Industrialização; Impactos ambientais; Êxodo rural.
3.      História: Transição da mão-de-obra escrava para mão-de-obra livre; Reflexos da 1ª Guerra Mundial no Brasil; Teorias do branqueamento.
4.      Filosofia: Representações; Simbologia; Darwinismo Social.
Figura 1- Os Operários

Tarsila do Amaral (1933).
Fonte: Google Imagens, 2015.


Etapa II  - Caderno III -  CIÊNCIAS DA NATUREZA

Sumário

Introdução  / 6
1. Contextualização e contribuições da área Ciências da Natureza para a formação do estudante do Ensino Médio  / 9
2. Os sujeitos estudantes do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na área de Ciências da Natureza   / 16
3. Trabalho, Cultura, Ciência e Tecnologia na área de Ciências da Natureza   / 22
4. Possibilidades de abordagens pedagógico-curriculares na área de Ciências da Natureza   / 28
4.1. Ciências da Natureza: dimensões do currículo   / 29
4.2. Abordagens pedagógico-curriculares da área de Ciências da Natureza: possibilidades e perspectivas   / 32
4.2.1. A aprendizagem por meio da problematização da realidade: os momentos pedagógicos   / 34
4.2.2. A experimentação como caminho pedagógico   / 37
Referências  42
Atividades Realizadas -  REFLEXÃO E AÇÃO pg.21
Caro professor, cara professora, leiam as proposições abaixo, retiradas do livro Ensino de Ciências e Cidadania das autoras Myrian Krasilchik e Marta Marandino (2007, p. 54-55). Este livro pode ser encontrado na biblioteca da sua escola, pois faz parte do acervo do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE do Professor, do ano de 2010.
ENSINAR CIÊNCIAS É:
• Estimular atividade intelectual e social dos alunos.
• Motivar e dar prazer pelo aprendizado.
• Demonstrar que o processo da ciência e da tecnologia resultou de um esforço cumulativo de toda a humanidade.
• Demonstrar que o conhecimento científico vai mudando à medida que novas informações e teorias levam a interpretações diferentes de fatos.
• Estimular a imaginação, a curiosidade e a criatividade na exploração de fenômenos de interesse dos alunos.
• Fazer com que os estudantes conheçam fatos, conceitos e ideias básicas da ciência.
• Dar condições para trabalhos práticos que permitam vivenciar investigações científicas rigorosas e éticas.
ENSINAR CIÊNCIAS NÃO É:
• Realizar exercícios de laboratório seguindo “receitas”, sem promover discussões para análise de procedimentos e resultados.
• Usar “fórmulas” para resolver problemas sem discutir o seu significado e propostas alternativas.
• Fazer os alunos decorarem termos que não mais serão usados durante o curso.
• Priorizar na sequência do curso e das aulas o conteúdo sem levar em conta fatores que promovam a motivação e o interesse pelo mesmo.
• Não relacionar e exemplificar sempre que possível o conteúdo ao cotidiano e às experiências pessoais dos alunos.
• Não apresentar aplicações práticas do que é ensinado.
• Não criar situações para realização de experimento mesmo em situações adversas de trabalho, falta de material, classes numerosas, entre outras.
• Permitir que os alunos pensem que a Ciência está pronta e acabada e que os conhecimentos atuais são definitivos.
• Não apresentar e analisar a evolução histórica da ciência. Discuta essas afirmações com os seus colegas.
Todos concordam com essas afirmações? Como podem, de fato, serem planejadas práticas que corroborem com tais proposições?
Respostas:
       Concordamos que o ato de dialogar sobre o ensino de ciências pode levar ao desenvolvimento intelectual e social dos alunos à medida que estes estejam motivados para tal estudo. Contudo, temos que ter a consciência de que o desenvolvimento dessas habilidades e competências peculiares ao ensino das ciências, devem estar ligadas diretamente a realidade concreta dos aprendizes. Sendo assim estes deveram compreender a ciência como um processo oriundo da construção humana.
Sabendo que o conhecimento deve ser reelaborado, reconstruído e expandido o ensino de ciências deve direcionar os atores envolvidos a um entendimento de que este se encontra em uma dinâmica de tempo acelerada. Com isso queremos demonstrar que as novas tecnologias exigem um estudo continuo e progressivo dos conteúdos associados a cada disciplina estudada em sua vida escolar.
Destarte, a escola deve se constituir em um ambiente capaz de proporcionar esta troca de informações buscando disponibilizar a comunidade escolar as ferramentas necessárias para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, contemplando a utilização dos mais diversos recursos, os quais poderão trazer uma motivação a mais para o aprendizado.
Corroborando com o exposto a cima a ideia é proporcionar a vivencia de forma simples, porém de acordo com os conceitos científicos o desenvolvimento de um sentimento afetivo com respeito as ciências ao desenvolvimento de atitudes éticas e do espírito coletivo.

Etapa II  - Caderno IV -  LINGUAGENS
Sumário
Introdução  / 6
1. A Área Linguagens e sua contribuição para a formação do estudante do Ensino Médio   / 9
1.1 A formação da Área Linguagens  / 9
1.2 A Linguagem como elo integrador da área   / 10
1.3 Os conhecimentos da área de Linguagens   / 12
2. Os sujeitos estudantes do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na área de Linguagens   / 14
2.1 Sujeito, sujeitos da escola, contexto, interação   / 14
2.2 Subjetividade e produção de conhecimento na juventude   / 16
2.3 Práticas de linguagem nos componentes curriculares da área  / 17
2.4 Direitos de aprendizagem e desenvolvimento humano e as práticas de linguagem   / 19
3. Trabalho, Cultura, Ciência e Tecnologia na área de Linguagens   / 22
4. Possibilidades de abordagens pedagógico-curriculares na área de Linguagens   / 31
4.1 A educação como prática humanizadora   / 32
4.2 O currículo e a construção crítica do conhecimento sobre a linguagem   / 34
4.3 Práticas de ensino e aprendizagem   / 39
Referências   / 42
Atividades Realizadas -  REFLEXÃO E AÇÃO pg.14

Nesta unidade discutimos a formação da área de Linguagens, o conceito de linguagem e apresentamos os conhecimentos da área. Agora vamos refletir um pouco sobre esses temas através da discussão do filme O enigma de Kaspar Hauser, do diretor alemão Werner Herzog, que você pode assistir em: https://www.youtube.com/watch?v=MxpuYFouR70.
Consideremos a seguinte ordem na atividade:
1) Assistir ao filme, procurando observar e anotar, quais são as relações entre linguagem e construção da realidade; como as práticas de linguagem estão atreladas aos contextos sociais e históricos; como os conhecimentos de linguagem listados acimas aparecem no filme.
R.: O filme relata a experiência em que a personagem Kaspar Hauser não tinha acesso ao convívio social, por esse motivo possuía uma linguagem rudimentar (verbal e não verbal). No decorrer da  trama,, ele entra em contato com outras pessoas e vivências e passa a ter o conhecimento da língua com a prática social. Na medida em que Hauser é inserido em vários grupos sociais, ele é estimulado e desenvolve uma linguagem limitada, de acordo com os parâmetros sociais do contexto do qual ele estava inserido, levando-nos a considerar que existe uma relação necessária entre linguagem e construção da realidade e que as práticas linguísticas são resultado da conjuntura social a qual ele passa a fazer parte.
A evolução da linguagem ocorre a partir do momento em que ele experimenta relações sociais mais intensas. Com isso ele demonstra um alto grau de capacidade cognitiva, isso nos mostra que o personagem não apresenta nenhuma disfunção, a não ser simplesmente o fato de não ter sido criado sem contato externo algum. 
Diante desse fato, percebe-se que Kaspar Hauser após desenvolver a linguagem, começa a fazer questionamentos acerca da realidade e dos conceitos já impostos por esta.
2) Em roda de discussão, comparar as anotações e reflexões.
3) Ainda no grupo, discutir a relação entre imposição e opção na linguagem e entre reprodução e mudança social. 
A linguagem é indiscutivelmente fundamental à vida do ser humano, pois ela tanto permite a participação do sujeito em sociedade como também o exclui. No filme, fica bem clara a relação entre imposição e opção na linguagem. Kaspar é exposto ao mundo de convenções de signo e significado, e, atônito diante do novo, ao fazer usos “inadequados”, é corrigido, e, ao mesmo tempo, condicionado a falar “correto”. Um bom exemplo disto é na passagem em que ele está dialogando com o professor: “quando mim olha pra frente, pra trás [...] Em lugar de mim, se diz eu, Kaspar”. 
No decorrer do filme, Kaspar começa a ter os seus próprios juízos de valor e questionar os padrões sociais vigentes da época, principalmente referente à religião e aos grupos sociais “prestigiados”. Embora Kaspar tente se comportar de forma diferente ou dar sua opinião sobre alguns assuntos, tais atitudes não eram socialmente aceitáveis. Isto, de certa forma, acontece também no contexto escolar, especialmente quando um professor só aceita aquela resposta previamente estabelecida ou não admite algum tipo de comportamento que não esteja adequado aos padrões e normais escolares pré-determinados.


Etapa II  - Caderno V -  MATEMÁTICA
Sumário
Introdução  / 6
1. Contextualização e contribuições   / 8
1.1 A contribuição da Matemática como saber escolar e sua relação com as necessidades da vida cotidiana   / 8
1.2 Os tipos de pensamento matemático e sua relação com o fazer escolar   / 9
1.3 Reconhecimento das práticas de docência: a relação da Matemática com outras áreas e outros componentes curriculares   / 12
2. Os sujeitos estudantes do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na área de Matemática  / 15
2.1 Centralidade do estudante   / 16
2.2 A Matemática na formação dos jovens do Ensino Médio   / 19
3. Trabalho, cultura, ciência e tecnologia na área de Matemática   / 24
3.1 Breves considerações históricas   / 25
3.2 Conhecimentos matemáticos pertinentes a um currículo de Ensino Médio elaborado com base nas dimensões do trabalho, cultura, ciência e tecnologia   / 27
4. Diálogo entre as áreas do conhecimento escolar: princípios e proposições pedagógico-curriculares   / 32
4.1 Para finalizar...   / 41
Referências   / 43

Atividades Realizadas -  REFLEXÃO E AÇÃO pg.14

Professor, professora, no decorrer desta Unidade propusemos dois exercícios individuais de reflexão a partir da sua especialidade. Chegou o momento de compartilhar suas ideias e anotações com os demais colegas.
a) Sobre o Homem Vitruviano propomos que:
 - Compartilhem as anotações feitas anteriormente sobre o que identificaram no desenho de Leonardo da Vinci.




“Professor, professora, que tal aproveitar um pouco de sua curiosidade a partir dessa imagem? Procure listar, a partir dela, noções específicas do seu componente curricular que é capaz de identificar. A ideia é que no espaço coletivo de discussão, ao final da Unidade, todos os professores possam refletir em conjunto sobre a complexidade de leituras possíveis para esse esboço de Leonardo da Vinci”.
 


  
   Figura 3. Homem Vitruiano. Fonte: Wikimedia (2014) Disponível em: http://goo.gl/UyFWNh
- Explicitem quais articulações percebem nessa obra com as dimensões do trabalho, cultura, ciência, e tecnologia, compatíveis com a época em que ela foi produzida pelo artista.
b) Sobre a exposição idealizada:
- Compartilhem e debatam as anotações feitas anteriormente sobre a idealização da exposição.
- Registrem os conhecimentos que consideraram mobilizados em cada área de conhecimento e as articulações identificadas com as dimensões do trabalho, cultura, ciência e tecnologia.
A partir desses dois exercícios de reflexão e combinando com as reflexões realizadas nas outras duas unidades, seria possível definir alguns critérios para a modificação de determinadas rotinas no trabalho semanal que permitissem novos planejamentos mais integrados?
Resposta:
Partindo da referência “o Homem Vitruviano” podemos elencar geometria plana (quadrilátero e circunferência), proporções, simetria, e a verificação, através de coleta de dados, de quantos estudantes são “vitruvianos” numa dada sala de aula, permitindo a mobilização de conceitos estatísticos.
Além da observação de noções específicas da Matemática podemos viabilizar a contextualização e a interdisciplinaridade, visto que a obra referida está historicamente situada no período renascentista (sec XIV a XVI) marcado por importante movimento de ordem cultural, artística e científica, eclodindo a transição da idade Média para a Moderna. Período que traz a razão como uma manifestação do espírito humano, aproximando o homem de Deus, uma vez que ao questionar o mundo o homem usa um atributo dado pela Divindade (neoplatonismo) e, também, o privilégio dado às ações humanas, tal característica representava-se na reprodução de situações do cotidiano e na rigorosa reprodução dos traços e formas humanas (naturalismo).  
Observa-se historicamente a profissionalização dos artistas renascentistas, visto que estes passam a ser patrocinados por algumas famílias de comerciantes burgueses e o desenvolvimento de estudos ligado ao homem e a natureza.  Nesse sentido, pode-se desenvolver uma proposta interdisciplinar entre Matemática, Física, Literatura, Arte, História, Biologia, Geografia, Filosofia e Sociologia, simultaneamente articulada às dimensões do trabalho, da cultura, da ciência e tecnologia.
Expomos, sinteticamente, uma proposta interdisciplinar tendo como referência “o Homem Vitruviano”.
Quadro 1. Proposta interdisciplinar da área de Matemática
Componente Curricular
Noções Específicas
Breve Descrição da Atividade
Dimensões
Matemática
Geometria plana (quadrilátero e circunferência);
Proporções;
Simetria;
Conceitos estatísticos
Pesquisa e releitura da obra;
Pesquisa sobre quadriláteros, circunferência, simetria e proporção áurea;
Aula expositiva e dialogada;
Coleta e análise de dados
Trabalho
Cultura
Çiência
Tecnologia
Filosofia Natural (Física)
Equilíbrio dos corpos;
Observação do céu
Literatura/Arte
Estilo literário: Renascimento
Pesquisa e releitura da obra;
Cultura
Çiência
Tecnologia
História
Idade Média x Idade Moderna;
Formação dos Estados modernos;
Formação do capitalismo comercial: mercantilismo; grandes navegações
*Construção da linha do tempo (enfoque no nos séculos XV e XVI e as transformações sociais)
Trabalho
Cultura
Çiência
Tecnologia
Biologia
Ciclo de vida;
Característica dos seres vivos;
Evolução
Aula expositiva e dialogada;
Leitura fílmica
Çiência
Tecnologia
Filosofia
Estética;
Renascimento: principais filósofos; 
Cultura
Análise comparativa entre as produções culturais da idade média e renascimento
Trabalho
Cultura
Çiência
Tecnologia
Sociologia
Trabalho: mudança de conceito;
Conceito de Poder;
Globalização;
Formação de novas classes sociais
Comparação entre o conceito de trabalho na idade média e o início do capitalismo, utilizando-se aula expositiva dialogada, discussão de textos e análise de filmes.
Trabalho
Cultura
Çiência
Tecnologia
Geografia
Fronteiras;
Territórios;
Centros de poder;
Grandes navegações;
Cartografia: aperfeiçoamento do conhecimento cartográfico
Leitura fílmicas;
Leituras de mapas;
Utilização do google maps
Trabalho
Cultura
Çiência
Tecnologia
*Atividade básica para o estudante se situar no contexto histórico

Nenhum comentário:

Postar um comentário