A escola e os
sujeitos do ensino Médio: Um olhar para o redimensionamento da prática
pedagógica.
Objetivo:
Resgatar a identidade da escola e dos sujeitos do ensino Médio, visando o
redimensionamento da prática pedagógica.
Período: Maio a Agosto de 2014
Período: Maio a Agosto de 2014
ETAPA I – CADERNO I
Sumário
1.Ensino Médio – Um balanço histórico institucional / 6
1.1 O Império / 6
1.2 A República / 8
1.3 Os anos 1930, o Estado Novo e as Leis Orgânicas do
Ensino / 10
1.4 Do fim da ditadura Vargas à ditadura civil militar: dos
anos 1950 aos anos 1980 / 14
1.5 Da redemocratização ao período atual / 17
2. Desafios para o ensino médio / 20
2.1 Quadro geral do ensino médio: o que nos dizem os
indicadores sociais / 20
3. Rumo ao Ensino Médio de Qualidade Social: as Diretrizes
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, o Direito à Educação e a formação
humana integral / 23
4. Outros desafios às Políticas públicas de Ensino Médio /
30
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
Reflexão e ação pg.26
“De modo geral, professores e alunos, aqui onde trabalho, possuem um bom relacionamento. Contudo, também é verdade que, às vezes, alguns professores e muitos alunos não sabem o que estão fazendo na escola. Alguns professores não acreditam que o sistema público de educação ainda possa dar bons resultados. Quanto aos estudantes, não sabem qual o papel da escola e qual o seu (estudantes) papel na escola. Por isso há sim, infelizmente, um jogo em que ambos os lados procuram culpados. Embora não resolva as dificuldades da educação, apontar o outro como único culpado parece aliviar a própria culpa.
Como são muito jovens e imaturos, os estudantes que não possuem acompanhamento familiar não entendem o papel da escola. Por isso, a instituição passa a ser apenas um “local de encontro”. Ou seja, a possibilidade de socialização parece ser a razão principal da escola e do estar na escola. Daí a importância de haver conversas em sala de aula sobre o papel da escola, do professor e do estudante. Relatos de experiências de convidados – de preferência ex-alunos da instituição, palestras sobre mercado de trabalho e cursos superiores, palestras com profissionais das diversas áreas, dentre outras atividades podem contribuir para ampliar o entendimento do aluno quanto ao papel de formação humana e intelectual que cabe à escola.
Estudantes que fazem cursinho e/ou trabalham podem contribuir bastante em rodas de conversa para despertar e ajudar os demais alunos a definir objetivos para sua vida escolar. Isso daria sentido ao estar na escola e ao processo de ensino e aprendizagem.
Acrescento ainda que, ao conhecer o perfil do aluno, seus interesses na escola e fora dela, o professor poderá rever os conteúdos e metodologias sugeridos no programa de curso. Assim a escola não estaria desconectada do cotidiano do aluno, nem nivelaria por baixo, já que procuraria contribuir e alargar o horizonte de expectativas de vida do aluno.” PR1
Figura 5 - Principais fontes acessadas pelos estudantes do ensino médio.
Figura 6 – Quantidade de livros lidos pelos alunos no ensino médio.
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
Reflexão e ação pg.26
A partir da reconstrução histórica aqui apresentada, identifique — individualmente e em grupo — os desafios que permanecem para o ensino médio na realidade brasileira e levantem possibilidades de explicação para eles.
OS
DESAFIOS PARA O ENSINO MÉDIO
- Dar
continuidade ao processo de desenvolvimento intelectual e social do
estudante iniciado no Ensino fundamental.
- Proporcionar
o aprofundamento de temas abordados nas diversas disciplinas no Ensino
Fundamental.
- Apresentar
as disciplinas ditas tecnológicas como,
Física, Química e Biologia, inseridas na realidade concreta do estudante.
- Proporcionar
o desenvolvimento do “Espírito Científico” através de atividades lúdicas,
colocando a feiras de ciências, como o resultado de trabalhos
desenvolvidos durante o ano letivo.
- Tornar
mais próxima a relação entre professores e alunos, para contribuir com um
programa de iniciação científica, abrindo uma gama de possibilidades para
a produção de trabalhos que possam ser publicados em revistas, jornais,
etc.
- Contribuir
para o desenvolvimento de uma cultura de produção intelectual dos
professores, visando sua
valorização.
- Oferecer um ambiente adequado para o
desenvolvimento de uma prática pedagógica inclusiva, eficaz e sustentável.
- Apresentar
um cenário de possibilidades aos estudantes, com o aparelhamento correto da escola,
podendo assim, contribuir para o
desenvolvimento de habilidades e competências requisitados pelo mundo do
trabalho.
- Contribuir
para o desenvolvimento de uma atitude urbana dos atores envolvidos no
processo educacional.
- Contribuir
para uma cultura do bem.
Comentário de uma professora sobre os desafios
“De modo geral, professores e alunos, aqui onde trabalho, possuem um bom relacionamento. Contudo, também é verdade que, às vezes, alguns professores e muitos alunos não sabem o que estão fazendo na escola. Alguns professores não acreditam que o sistema público de educação ainda possa dar bons resultados. Quanto aos estudantes, não sabem qual o papel da escola e qual o seu (estudantes) papel na escola. Por isso há sim, infelizmente, um jogo em que ambos os lados procuram culpados. Embora não resolva as dificuldades da educação, apontar o outro como único culpado parece aliviar a própria culpa.
Como são muito jovens e imaturos, os estudantes que não possuem acompanhamento familiar não entendem o papel da escola. Por isso, a instituição passa a ser apenas um “local de encontro”. Ou seja, a possibilidade de socialização parece ser a razão principal da escola e do estar na escola. Daí a importância de haver conversas em sala de aula sobre o papel da escola, do professor e do estudante. Relatos de experiências de convidados – de preferência ex-alunos da instituição, palestras sobre mercado de trabalho e cursos superiores, palestras com profissionais das diversas áreas, dentre outras atividades podem contribuir para ampliar o entendimento do aluno quanto ao papel de formação humana e intelectual que cabe à escola.
Estudantes que fazem cursinho e/ou trabalham podem contribuir bastante em rodas de conversa para despertar e ajudar os demais alunos a definir objetivos para sua vida escolar. Isso daria sentido ao estar na escola e ao processo de ensino e aprendizagem.
Acrescento ainda que, ao conhecer o perfil do aluno, seus interesses na escola e fora dela, o professor poderá rever os conteúdos e metodologias sugeridos no programa de curso. Assim a escola não estaria desconectada do cotidiano do aluno, nem nivelaria por baixo, já que procuraria contribuir e alargar o horizonte de expectativas de vida do aluno.” PR1
ETAPA I - CADERNO II
Sumário
Introdução / 5
1. Construindo uma noção de juventude / 9
1.1 E o que seria então a juventude? / 13
2. Jovens, culturas, identidades e tecnologias / 18
2.1. Jovens em suas tecnologias digitais / 23
3. Projetos de vida, escola e trabalho / 31
3.1. A relação dos jovens com o mundo do trabalho / 35
3.2 Os jovens, os sentidos do trabalho e a escola / 37
3.3. A juventude no território / 40
4. Formação das Juventudes, participação e escola / 46
4.1. A relação dos jovens com a escola e sua formação / 48
4.2 Os jovens e a escola / 50
4.3 Os sentidos e significados da escola para os jovens / 51
4.4 Razões da permanência e do abandono escolar / 55
4.5 A questão da autoridade do professor, a indisciplina / 56
4.6 Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa... Será? / 57
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
Reflexão e ação
Construção do perfil do estudante do Colégio Modelo de Itabuna
PERFIL
DOS ESTUDANTES
No Brasil, a partir de
1996, o Ensino Médio brasileiro passou a atender uma diversidade de alunos
provenientes dos mais variados setores da população. Antes disso, um número bem
menor de jovens chegava até esta etapa do ensino, uma vez que o chamado
“primeiro grau” era considerado o final da Educação Básica. Com a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação de 1996 (Lei nº. 9.394, de 20/12/96, artigo 21),
o Ensino Médio tornou-se a etapa final da Educação Básica e concedeu mais
oportunidades para os jovens no Brasil.
Atualmente, milhões de
jovens brasileiros conseguem continuar seus estudos, ampliando seus
conhecimentos acadêmicos e conquistando, assim, melhores chances de inserção no
mercado de trabalho. Apesar do amplo acesso da população jovem ao Ensino Médio,
este nível de ensino não está isento da situação de crise que acomete a escola
e a educação como um todo – uma crise do sentido do ensino e de seus objetivos,
uma crise que põe em evidência o desafio à autoridade docente e ao seu papel
social diante de uma diversidade de estudantes e interesses.
Nesse contexto, a escola,
para atender as necessidades do jovem na atualidade, precisa estabelecer
relação com a condição do jovem, a utilidade social dos seus estudos, o sentido
dos conhecimentos obtidos e sua aplicação nos seus projetos futuro.
O Colégio Modelo de
Itabuna funciona nos três turnos e atende a uma clientela bem diversificada.
Além do Ensino Médio regular, ele também atende a Educação de Jovens e Adultos
(EJA). Assim, faz-se necessário realizar uma análise do perfil dos alunos que
buscam essas duas modalidades.
Alunos
do Ensino Médio Regular
O
Colégio Modelo atende a estudantes moradores dos bairros entorno da escola, de
bairros distantes e de cidades circunvizinhas. Em sua maioria, cerca de 90% dos
estudantes do noturno, são moradores de bairros do entorno da escola, já os
estudantes do diurno são moradores de bairros do centro, de bairros distantes e
de cidades como Itajuípe, Buerarema, Itapé, Uruçuca etc.
Em
relação a idade observa-se que não há um distorção idade/série, uma vez que 33%
dos alunos encontram-se entre 14 e 15 anos, 40% entre 16 e 17 anos, 20% entre
18 a 20 anos e 7% dos alunos encontram-se entre 21 e 25 anos de idade. Dentre
estes se observa que há uma predominância do sexo feminino com 55%. Em relação ao estado civil, 87% são
solteiros, 4% são casados e 9% responderam outras situações. Destes, 95% não
tem filhos. Este dado se constitui em uma importante informação, já que há
alguns anos esse percentual era bem menor, fazendo com que muitos desses
estudantes desistissem do estudo para trabalhar e sustentar a família criada.
Observa-se
que a maioria dos estudantes é oriunda da classe baixa e 49% tem uma renda
familiar de um salário mínimo, 25% possui renda de dois salários mínimos, 15%
de três salários, 6% de quatro salários a mais e 5% com menos de um salário.
Tais dados corroboram com o nível de escolaridade dos pais desses alunos, os
quais apresentam, em sua maioria apenas o ensino fundamental incompleto.
Entretanto, em relação a residência e quantidade de pessoas que moram com ele
na residência pode-se observar que o maior percentual fica em torno de 3 a 5 a
pessoas por residência (Figura 1).
Quando o jovem chega ao ensino médio, muitas vezes os responsáveis enfrentam grandes dificuldades para acompanhar os filhos no processo escolar, assim, nesta etapa de descoberta e crescimento, o papel da escola fica ainda mais importante e a responsabilidade dos professores cresce. Isso acontece tanto no ensino médio diurno quanto no noturno, em que, como já citado não há tanta diferença em relação a idade e, sim, a sua condição profissional, pois muitos alunos do diurno estão migrando para turno noturno devido a necessidade de inserção no mercado de trabalho ou em estágios remunerados.
Em relação aos objetivos dos alunos ao cursar o ensino médio percebe-se que a maioria, ou seja, 70% desejam fazer o ENEM, 16% concluir o ensino médio e 14% permanecem indecisos (Figura 2A). Dos alunos entrevistados 59% só estudam, 40% trabalham e estudam e 1% faz estágio (Figura 2B). Contudo, ingressar no ensino superior mostrou-se uma expectativa mais presente entre os alunos que cursam o ensino médio no período diurno. Já os estudantes trabalhadores ou em busca de emprego, que estão no período noturno, desenvolvem a representação de que a escola está diretamente relacionada à possibilidade de ascensão social, ser alguém na vida, ter um futuro melhor.
Em relação aos objetivos dos alunos ao cursar o ensino médio percebe-se que a maioria, ou seja, 70% desejam fazer o ENEM, 16% concluir o ensino médio e 14% permanecem indecisos (Figura 2A). Dos alunos entrevistados 59% só estudam, 40% trabalham e estudam e 1% faz estágio (Figura 2B). Contudo, ingressar no ensino superior mostrou-se uma expectativa mais presente entre os alunos que cursam o ensino médio no período diurno. Já os estudantes trabalhadores ou em busca de emprego, que estão no período noturno, desenvolvem a representação de que a escola está diretamente relacionada à possibilidade de ascensão social, ser alguém na vida, ter um futuro melhor.
Observa-se, a crença de que a escola
possibilitará melhores oportunidades de ser alguém na vida ou de ingressar no
mercado de trabalho. Almejar o ingresso no Ensino Superior também é razão
apontada por 70% dos alunos, sendo que apenas 6% declararam que estão na escola
porque foram obrigados ou por insistência dos pais. Destes, 90% acreditam que
precisam do ensino superior para conseguir um bom emprego.
Diante dessa constatação,
fica claro que a escola deve preparar o aluno tanto para o mercado de trabalho,
quanto para enfrentar os desafios que se colocam, hoje, no auge de uma economia
globalizada, competitiva e recessiva. Essa não é uma tarefa fácil, sobretudo quando
se leva em conta a grande expectativa dos estudantes quanto à escola, vista por
alguns como a única possibilidade de ser alguém na vida. Os estudantes que
admitiram desejar cursar o ensino superior e continuar estudando, apontam
dificuldades financeiras para ingressar na universidade, constitui importante
contraponto diante dessas idealizações.
Em
relação ao uso da tecnologia, os estudantes já a utilizam em diversos contextos
de sua vida, principalmente a internet. Quanto ao acesso a internet, os
estudantes de modo geral o fazem em casa ou através do celular, 51% e 33%
respectivamente (Figura 3), possuindo uma média de 2 horas por dia.
Figura 3 – Gráfico representando o acesso dos estudantes a internet
Figura 3 – Gráfico representando o acesso dos estudantes a internet
Verificou-se que a maioria
dos alunos tem acesso à internet, mesmo aqueles oriundos de famílias com rendas
mais baixas, o que facilita muito o processo de ensino-aprendizagem, pois
possibilita que o aluno pode fazer pesquisas, downloads de artigos entre
outros. Mas essa mesma tecnologia, que muitas vezes é aliada, pode também ser
uma adversária, sobretudo quando o assunto é o uso do celular. Observa-se que
alguns acabam se dispersando das aulas por causa do seu uso indevido,
principalmente aqueles que demonstram desinteresse. Tanto os alunos do noturno, como os do diurno sofrem a influência da internet em seu cotidiano escolar, e ainda não sabem administrar esse recurso de forma a beneficiá-los e isso tem atrapalhado o rendimento deles em sala de aula e, consequentemente nas provas. Entretanto, 91% afirmam que sabem utilizá-los.
Figura 4 - Uso de ferramentas e recursos pelos estudantes do ensino médio.
Quando questionados sobre as principais fontes acessadas na internet para desenvolver seu conhecimento, os estudantes apontaram as edes sociais como a mais importante (Figura 5).
Quando questionados sobre as principais fontes acessadas na internet para desenvolver seu conhecimento, os estudantes apontaram as edes sociais como a mais importante (Figura 5).
Apesar de o estudante dedicar muito do seu tempo
navegando em sites de relacionamento e com a manutenção de perfil das
comunidades virtuais, não dominam o uso de editor de texto para elaboração de
pesquisas e não sabem como realizá-las com eficiência.
Em relação a
aprendizagem, propriamente dita, infelizmente, existem casos de alunos que
chegaram ao Ensino Médio, mas não sabem ler, nem escrever. Há ainda muitos que
sabem ler, mas não compreendem o texto lido e apresentam muita dificuldade na
escrita e consequentemente não conseguem acompanhar as atividades propostas.
Esse grupo não apresenta as habilidades necessárias para viabilizar o seu
desenvolvimento pessoal e profissional.
Sabe-se que a leitura é a
base do conhecimento, assim percebe-se que a quantidade de livros lidos pelos
alunos se constitui fator decisivo no processo de ensino aprendizagem. Na figura 6 pode-se observar que 51% dos
alunos não responderam a essa questão, ou seja, possivelmente não leram nenhum
livro no ano.
Figura 6 – Quantidade de livros lidos pelos alunos no ensino médio.
Como resultado dessa variedade de elementos que
constituem o perfil desses alunos, temos uma realidade bastante complexa nessas
turmas, fácil constatar que problemas com a dificuldade na aprendizagem, podem
desencadear muitos outros agravantes como a baixa estima, frustração,
desesperança, desinteresse, que refletem, muitas vezes, em comportamentos
antissociais, como por exemplo, a violência e a indiferença. Em relação a
participação em atividades sociais e culturas fora da escola, a maioria dos
alunos participa de movimentos religiosos ou culturais. Cerca de 95% declararam
ser cristãos católicos ou evangélicos, e a minoria de 5% declararam ser
espíritas, do candomblé ou sem seguimento religioso.
Em relação a permanência da escola, a grande maioria
demonstra gostar do espaço porém, não gostam de ficar em sala de aula, mas se interessam
por atividades de campo, oficinas do PROEMI.
Alunos
da Educação de Jovens e Adultos
A EJA é uma
modalidade de ensino oferecida pelo Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães,
voltada para pessoas com idade acima de dezoito anos que não tiveram acesso,
por algum motivo, ao ensino regular na idade apropriada.
Em 2014, do total de alunos
matriculados, 50% são do sexo masculino e 50% do sexo feminino. Os dados deixam
claro que na Educação de Jovens e Adultos, não há predominância de nenhum gênero.
No que se refere a faixa etária dos alunos matriculados na EJA, observa-se que
dos 80 alunos, 56% encontram-se na faixa entre 18 e 21 anos de idade, 36% entre
22 e 30 anos e 8% acima de 30 anos, demonstrando uma procura maior de
estudantes que poderiam cursar o ensino médio regular.
Os alunos dessa modalidade de
ensino que buscam a escola, de modo geral, pertencem a uma classe social com
baixo poder aquisitivo e querem obter o certificado do ensino médio de forma
mais rápida. A maioria dos alunos concluiu o Ensino Fundamental no Bairro
Lomanto na escola Armando Freire e alguns na Escola Municipal Lourival Oliveira
Soares e ficaram sem estudar um tempo. O objetivo da volta à escola, segundo a
maioria dos alunos pesquisados, é para continuar os estudos, concluir o Ensino
Médio com o intuito de conseguir um trabalho ou melhorar a situação econômica
na qual se encontram. Quase sempre seus pais têm ou tiveram uma escolarização
inferior à deles.
Constatou-se que 55% dos
estudantes da Educação de Jovens e Adultos que responderam ao questionário
estão empregados e são obrigados a conciliar o emprego com os estudos, o que é
uma das maiores dificuldades relatadas pelos mesmos e a televisão é apontada
como principal fonte de lazer e informação.
No cotidiano da sala de aula,
observa-se que essa modalidade de ensino é eficaz para alguns alunos que levam
a sério e com responsabilidade seu ofício de estudante. Em contrapartida,
muitos faltam às aulas e são desinteressados pelos estudos, estão cada vez mais
preocupados apenas com o certificado de conclusão do curso. Percebe-se também a
falta de perspectiva por parte de alguns alunos que não dão o devido valor ao
conhecimento adquirido da escola. A leitura se restringe ao
ambiente escolar, não se consolidando como um hábito de entretenimento. Em
geral, a clientela não tem acesso a teatros, cinemas ou outras apresentações
culturais, sendo a escola o único contato com o universo cultural.
Reflexão e ação pg.60
E se todos os professores e professoras se perguntassem sobre o que os jovens e as jovens estudantes pensam e sentem sobre a escola de Ensino Médio? Seria possível surgirem desta abertura à escuta e ao diálogo alternativas para a superação dos crônicos problemas de relacionamentos e realização da vida escolar que afetam o cotidiano de muitas escolas? O gênero carta pode ser uma boa alternativa para a abertura do diálogo com os jovens estudantes.
Que tal então produzir coletivamente uma carta dos professores e professoras endereçada ao jovem estudante de sua escola? Esta carta coletiva pode ser afixada num mural, entregue a cada um dos estudantes ou mesmo ser publicada na internet. Acesse no Portal EMdiálogo a carta ao jovem estudante elaborada coletivamente por professores do estado do Ceará: <http://www.emdialogo.uff.br/content/cartaao-jovem-estudante>.
Algumas cartas:
Itabuna,
junho de 2014
Oi pessoa querida,
como estamos?
Que coisa interessante
estamos tão perto todos os dias na escola, e ao mesmo tempo tão longe... pelo
menos no que diz respeito a nossos objetivos e perspectivas, o que está
acontecendo? Sabe o que eu tenho feito todo fim de semana? Pensar, planejar...
pois é, pensar em como ficar mais próximo de vocês, como seduzir a atenção e
interesse de vocês... mas parece que não há efeito, minhas expectativas até
hoje estão sempre frustradas... estou muito preocupada com seu rendimento, sua
falta de interesse e apatia, pois estão comprometendo e muito não só nossa
relação entre si, mas nossa relação com algo que está além, as possibilidades e
desafios de um mundo que nos cobra a cada segundo mais conhecimento, interação
e comprometimento.
Percebo que vocês
gostam da escola, se sentem em neste nosso espaço, mas não gostam de estar em
sala, e o que é pior não é nessa aula, ou naquela outra, vocês não gostam de
nenhuma...
Lembra no dia que sentamos fizemos um círculo e começamos a conversar
sobre nossos gostos, anseios e sugestões de aprendizagem? Vocês acharam que eu
não tinha planejado aula e estava enrolando... Aquele outro dia que comecei com
um assunto gramatical novo vocês não participaram da aula porque segundo vocês
não cai gramatica nos concursos e nem no ENEM, “pra que isso tia?”, ah, também
aquele outro dia levei textos interessantes inclusive sugerido por vocês, na
hora da leitura “affs, não aguento mais ler, ler, ler...” Ai, gente estou
confusa, o que será que vocês estão querendo? Um momento de interação para nos
conhecermos melhor é confundido com falta de planejamento em uma aula, aula de
competências gramaticais e ou de habilidades leitoras e escritas são
tradicionais... Me ajudem, não quero continuar o círculo vicioso do finjo que
ensino e você finge que aprende, eu acredito em vocês, quero contribuir na
formação dos futuros profissionais que cuidarão dos meus filhos, dos meus
netos, do meu país, do meu mundo... Mas sozinha não consigo...
Ansiosa por uma
resposta de vocês estou e estarei por aqui, por que pra mim desistir é uma
palavra que não existe, não cabe... não somos expectadores, somos atores e da
melhor qualidade, só precisamos DESPERTAR e agir...
Um beijão,
Alguém que se preocupa contigo e muitoooooooo. (PJ2).
*********************************************************************************
Exemplo
2: Professora (MC1).
Alcançar
o merecido espaço e direitos no trabalho, ou seja, na escola, ainda é um
desafio para os professores, que muitas vezes precisam superar obstáculos
econômicos-sociais, e emocionais, relacionados ao seu cotidiano. A educação
atua para que essa conquista se torne cada vez mais comum e não excepcional
como se propagam.
Em relação ao papel do professor em
sala de aula, deve-se implantar ações de cunho artístico, cultural e social,
transformando a realidade do discente, com o objetivo de inclusão na realidade
da escola.
Incluir, também, o sujeito nas suas
escolhas como rede de apoio, acreditando, este docente, que isso já está sendo
trabalhado no colégio onde atua, tendo em vista a flexibilidade da direção e
toda equipe de apoio, proporcionando uma prática mais autônoma.
Acreditando no tratamento justo, a
equidade entre os alunos significa que todos devem ser tratados de maneira
justa, respeitando as diferenças. Direitos, obrigações e valores precisam ser
considerados com igualdade. “Devemos tratar igualmente os iguais e
desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade.” Aristóteles.
Contamos com oportunidades e
práticas de trabalho adequadas, permitindo a independência que é a base de
sustentação de igualdade. Esse posicionamento garante que as políticas públicas
ampliem novas iniciativas, proporcionando diálogo entre os participantes desse
“Babel”. Não existe culpados.
Virar o jogo depende também de todos
nós, escola, família e Estado. Estamos inseridos num contexto social bem
diferenciado, onde o aluno e a família precisa incorporar a ideia de cidadania,
devendo a escola respeitar a escolha desse sujeito. No tocante ao Estado, que é
o protagonista, está em atraso em relação à educação. O reconhecimento da
necessidade de investir muito mais em educação está lançado.
Possibilidades de intervenção,
reunião de equipe de estudo, construção, regras de convivências, onde a escola
tem participado ativamente para mudar esse jogo. Geralmente, cobra-se muito a
produção intelectual, o pensamento pedagógico, muita prática pelo enraizamento
histórico de conservadorismo, que é ainda predominante: a nossa escola ainda é
“tradicional” em suas práticas.
É inegável também que hoje, o
pensamento pedagógico crítico tem mais autonomia do que há duas décadas atrás, malgrado
não ter sido libertado inteiramente. Cresceu a parte de produção científica,
mas ainda é um pensamento em construção e, por fazer parte desse período de
tempo em sala de aula, observo muitas questões sendo discutidas, tendo as
tendências sido definidas num recorte claro.
Em sede de conclusão, insta
salientar que essa discussão foi criada por este docente, que trabalha com arte
e produção textual, fazendo uso das palavras, da arte e do diálogo, para tentar
mudar o olhar dos discentes em relação à sociedade, tendo essas estratégias de
intervenção em sala de aula se tornado um item baluarte na educação.
Profª MARIA CRISTINA
NUNES DOS SANTOS SILVA
ITABUNA – BA,
09/06/2014.
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Itabuna, 20 de julho de 2014.
Olá, Amados e Amadas,
Eu gostaria de iniciar esta carta pedindo a vocês que
fizéssemos uma reflexão sobre o tema “Meu Direito à Educação Pública de
Qualidade”.
Já faz algum tempo que eu me pergunto diariamente se
você tem a consciência do seu direito à educação, direito de fato determinado
como um dos direitos humanos essenciais para a vida de todo cidadão brasileiro.
E o Ensino Médio, o que esta etapa representa na vida
de vocês? Estas são questões que eu busco respostas todos os dias, quando estou
em casa, ou quando chego à escola para me encontrar com vocês, numa tentativa
de compreender quais as decisões e caminhos tomar.
Não foram e não são poucas as vezes que eu, juntamente
com os seus professores, tentei descobrir as melhores ações para que pudéssemos
atender as necessidades reais de vocês. Inúmeras vezes, sentamos e discutimos
como planejar um trabalho que os conduza para aquilo que você quer alcançar.
Mas, infelizmente, um número considerável de alunos
não quer aceitar as propostas que oferecemos, de modo diversificado, para que
assim possam encontrar a portas abertas na sociedade além das grades da escola.
Inúmeras vezes não consegui dormir, ou acordei muito
cedo porque perdi o sono, pensando em estratégias para que vocês vejam a escola
como um espaço atrativo e agradável para a socialização de conhecimentos e
troca de experiências que possam conduzi-los a melhores caminhos.
Confesso a vocês que às vezes me sinto impotente, e
que às vezes eu queria ter uma varinha mágica, para que vocês despertassem para
o exercício do direito à educação, para que vocês aprendessem, de fato, que a
educação pública deveria ser um exemplo de qualidade, e que para isso o seu
papel, a sua participação é fundamental.
Digam-me se existe outra forma de se tornar um cidadão
consciente, crítico, que saiba lutar por seus direitos, que não seja por meio
dos estudos, da leitura e do conhecimento? Porque eu não consigo enxergar outro
caminho que não seja nas carteiras das escolas, das universidades, por meio da
troca de ideias, de experiências com colegas e professores, da leitura...
Enfim, é na escola que temos uma grande oportunidade de virar o jogo, de poder
ser alguém melhor a cada dia, de poder adquirir posturas e comportamentos que
nos permitam ascender socialmente.
E você, o que você quer da sua escola, dos seus
professores? O que você quer do Ensino Médio? De que modo você exerce o seu
direito à educação de qualidade?
É você que eu preciso ouvir, para que eu tenha
condições e razões para continuar nesta estrada.
Um abraço.
Professora Amanda Nascimento Araújo
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Itabuna, junho de 2014
Queridos jovens
alunos, pode-se perceber através dos olhos de cada um a imensa necessidade e
vontade de crescer que todos possuem, a vontade de se tornar independente e
realizar metas e sonhos. Muitas vezes é difícil expressar essa vontade quando
não se pode ser entendido, pois muitos não conseguem enxergar que o
comportamento contraditório pode ser uma forma de protestar a insatisfação
diante do possível pouco interesse dos órgãos responsáveis pelo seu
desenvolvimento estudantil. Muitas vezes pode ser difícil continuar com poucos
recursos necessários para isso, outras vezes porque muitos que convivem no
ambiente escolar com vocês não sabem o que se passa na casa de vocês, algo que
pode tirar completamente a atenção e preencher a cabeça de preocupações.
Mas o que quero
informá-los é que mais que um professor, somos pessoas que estão em um convívio
diário e acaba se tornando uma família, nada mais prazeroso do que viver em paz
em família e é isso que quero lhes propor. Devemos desenvolver uma relação de
confiança e incentivo uns para com os outros, uma relação amigável em que
pode-se saber que um está ali sempre que o outro precisar, pois o professor é
alguém com papel importante na formação de caráter. O que quero lhes propor é
que sempre que achar que algo não estiver ocorrendo bem, converse com o seu
professor, fale para ele o que te aflige e o que não está indo bem, certamente
ele terá alternativas para que isso se resolva e assim você saberá que sempre
vai existir alguém para te auxiliar.
Professor de Educação
Física.
ETAPA I - CADERNO III
Sumário
http://www.avalieba.caedufjf.net/
ETAPA I - CADERNO III
Sumário
Introdução / 5
1. Pressupostos e fundamentos para um ensino médio de qualidade social: sujeitos do ensino médio e formação humana integral / 6
1.1. A necessidade de superar o caráter enciclopédico, dualista, fragmentado e hierarquizante do currículo do Ensino Médio / 6
1.2. Em defesa de uma perspectiva curricular menos fragmentada e mais integrada / 8
1.3. O reconhecimento do currículo como uma construção coletiva / 11
1.4. O reconhecimento das dimensões explicativas e prescritivas do currículo / 12
2. Dimensões da formação humana: trabalho, ciência, tecnologia e cultura e os sujeitos do ensino médio/17
2.1. Um convite ao estudo e à reflexão a partir do fazer pedagógico e do ser professor / 17
2.2. Sujeitos do ensino médio, conhecimento escolar e as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura / 18
2.3. Os conceitos estruturantes do ensino médio na perspectiva da formação humana integral / 22
3. Uma ação curricular integrada para uma formação humana integral / 27
3.1 O resgate do conhecimento escolar no campo do currículo / 27
3.2. O sentido da formação humana integral / 31
4. A integração curricular a partir das dimensões do trabalho, da ciência, tecnologia e cultura na prática escolar / 36
4.1. O currículo do ensino médio e as dimensões do trabalho, da cultura, da ciência e da tecnologia / 36
4.2. Caminhos possíveis na construção de uma perspectiva curricular integrada / 41
Estudos individuais referentes ao envio do caderno III e discussão das questões expostas
no caderno e escritas no arquivo em Word, tendo como destaque as atividades
“Reflexão e Ação”.
Os professores iniciaram a leitura do caderno e as
discussões foram iniciadas. Surgiram questões interessantes. Vejamos algumas:
“As DCNEM,
com todo respeito, não são tão claras em seus objetivos pedagógicos quanto as
OCEM. Por isso, entendo que a leitura do primeiro documento deve ser
acompanhada pela leitura do segundo. Nas OCEM, de fato, encontramos parâmetro
para o trabalho em sala de aula. As DCNEM são muito mais ligadas a estrutura do
ensino médio que à formação do professor em si.” (PR1)
“As Diretrizes
Curriculares para o Ensino Médio, propõem a diversificação e a flexibilização
curricular, adequando o currículo a cada escola de acordo com as necessidades
dos alunos e do meio social. Dessa maneira, os professores podem assumir parte
da responsabilidade na elaboração do currículo, uma vez que conhecem os alunos
e a realidade escolar.
O documento destaca
também a importância da interdisciplinaridade e da contextualização. Por meio
da interdisciplinaridade é possível estabelecer o diálogo entre as disciplinas
e superar a fragmentação das informações, e dessa forma torna-se possível
transformar a prática pedagógica em uma atividade significativa.” (EJ2)
“É
inquestionável e muito discutida a influência que a leitura tem na formação
humana, o papel dos livros, da leitura e do conhecimento da literatura na
construção da identidade cultural, comunicativa e intelectual do indivíduo. A literatura
traz ao leitor diferentes mensagens, indagações, inquietações, permitindo que
ele assuma uma atitude crítica em relação ao mundo.
A
presença da Literatura nas aulas desenvolve não só o senso crítico, o aluno
leitor, desenvolve com mais facilidade a capacidade argumentativa e também da
escrita, a sensibilidade, a fantasia... As aulas que têm textos literários como
norteadores do conhecimento, propiciam aos educandos uma exploração de inúmeras
possibilidades de desenvolvimento social, emocional e cognitivo.
Pode-se
afirmar então que as práticas de aprendizagens que envolvem a leitura de textos
literários forma um leitor ativo e consciente de que o texto exige seu
envolvimento e implicação no processo de leitura. Essa ação gera hábitos de
reflexão, de interrogação e de crítica que, por sua vez, altera o processo de
compreensão do texto, absorvendo-o, não de forma estereotipada, mas sim como
uma agente transformador de sua própria realidade.” (PE1)
“Visando
que a sociedade contemporânea vive profundas alterações de ordem tecnológica e
econômica, e que essas transformações promoveram não só o desenvolvimento
científico e tecnológico, mas também a vida social, modificando,
principalmente, o processo produtivo que se intelectualizou e cada vez mais se
volta para a tecnologia, exigindo do mercado um novo profissional.
Pensando nessa realidade a sociedade
contemporânea exige uma educação diferenciada, uma vez que a tecnologia está
impregnada nas diferentes esferas da vida social. Acredito que as aulas realizadas
fazem muito além do que a preparação para o mercado de trabalho, embora ela
contribua para essa tarefa. A maior preocupação é formar para a cidadania,
atualizando socialmente e tecnologicamente os jovens cidadãos. Isso implica a
preparação para a vida, formando o aluno de um saber crítico, para que ele seja
o sujeito consciente do seu papel de cidadão, protagonista de sua própria
história.
Por
esse motivo as aulas de Língua Portuguesa são preparadas com o objetivo de
formar um sujeito que seja capaz de desenvolver a capacidade de trabalhar em
equipe, capacidade de exercer múltiplos papéis e executar diferentes tarefas,
autonomia intelectual e de decisões, capacidade de solucionar problemas e
principalmente desenvolver um pensamento crítico. Dessa forma as aulas tentam
contemplar os critérios definidos na LDB que almejam a preparação para o
trabalho e a cidadania do educando de modo que este seja capaz de se adaptar
com flexibilidade a novas condições de ocupação.” (PE1)
“É preciso
assegurar que um conjunto de conhecimentos e saberes científicos, éticos e
estéticos sejam garantidos no ensino médio a partir da diversidade dos seus
sujeitos. Isso nos coloca diante do desafio de que todos possam ter o direito
ao patamar básico nesta etapa de educação básica com um grau de universalidade
histórica construída nessa diversidade. Esses são elementos centrais se
quisermos superar os limites que historicamente foram sendo postos para a
educação brasileira os quais deixaram como legado o desafio de superar a fragilização
do sentido da instituição escolar em vista das necessidades e características
dos adolescentes, jovens e adultos que frequentam. A meu ver, as escolas
públicas, em sua maioria, são pouco atraentes, não estimulam a imaginação
criadora e oferecem pouco espaço para novas experiências, sociabilidades,
solidariedades, debates públicos, atividades culturais e informativas ou
passeios que ampliem os territórios de conhecimento.” (PC1)
Após as discussões ocorreu a socialização das ações
realizadas pelos professores de Linguagem para a execução dos projetos
estruturantes da escola que ocorrerá no dia 13.08.2014.
Nesse período foram realizados vários estudos como a discussão do regimento escolar, grêmio, colegiado, dados do AVALIE, análise do rendimento escolar, da avaliação unificada entre outros. Para fundamentar melhor nossas discussões sugerimos alguns links para os professores
acessarem durante a semana, complementarem seu estudo individual e poderem ser
discutidos na próxima http://www.avalieba.caedufjf.net/
Nesse período também realizamos os projetos estruturantes da Secretaria da Educação, inclusive a Feira de Ciências.
Ganhador do TAL
Ganhadora do FACE
FEIRA DE CIÊNCIAS - 29.08.2014
Responsável: Profa. Lilian Bolaños
Bengala eletrônica
Caixa coletora de pilha














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