Currículo Escolar Emancipatório e
suas implicações na prática pedagógica.
Objetivo: Ressignificar o currículo escolar estabelecendo interfaces com o
contexto social e suas implicações para o processo de ensino e aprendizagem.
Período: Setembro a Novembro
ETAPA I – CADERNO 3
Sumário
Introdução / 5
1. Pressupostos e fundamentos para um ensino médio de qualidade social: sujeitos do ensino médio e formação humana integral / 6
1.1. A necessidade de superar o caráter enciclopédico, dualista, fragmentado e hierarquizante do currículo do Ensino Médio / 6
1.2. Em defesa de uma perspectiva curricular menos fragmentada e mais integrada / 8
1.3. O reconhecimento do currículo como uma construção coletiva / 11
1.4. O reconhecimento das dimensões explicativas e prescritivas do currículo / 12
2. Dimensões da formação humana: trabalho, ciência, tecnologia e cultura e os sujeitos do ensino médio / 17
2.1. Um convite ao estudo e à reflexão a partir do fazer pedagógico e do ser professor / 17
2.2. Sujeitos do ensino médio, conhecimento escolar e as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura / 18
2.3. Os conceitos estruturantes do ensino médio na perspectiva da formação humana integral / 22
3. Uma ação curricular integrada para uma formação humana integral / 27
3.1 O resgate do conhecimento escolar no campo do currículo / 27
3.2. O sentido da formação humana integral / 31
4. A integração curricular a partir das dimensões do trabalho, da ciência, tecnologia e cultura na prática escolar / 36
4.1. O currículo do ensino médio e as dimensões do trabalho, da cultura, da ciência e da tecnologia / 36
4.2. Caminhos possíveis na construção de uma perspectiva curricular integrada / 41
Referências / 44
ATIVIDADES REALIZADAS1. Pressupostos e fundamentos para um ensino médio de qualidade social: sujeitos do ensino médio e formação humana integral / 6
1.1. A necessidade de superar o caráter enciclopédico, dualista, fragmentado e hierarquizante do currículo do Ensino Médio / 6
1.2. Em defesa de uma perspectiva curricular menos fragmentada e mais integrada / 8
1.3. O reconhecimento do currículo como uma construção coletiva / 11
1.4. O reconhecimento das dimensões explicativas e prescritivas do currículo / 12
2. Dimensões da formação humana: trabalho, ciência, tecnologia e cultura e os sujeitos do ensino médio / 17
2.1. Um convite ao estudo e à reflexão a partir do fazer pedagógico e do ser professor / 17
2.2. Sujeitos do ensino médio, conhecimento escolar e as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura / 18
2.3. Os conceitos estruturantes do ensino médio na perspectiva da formação humana integral / 22
3. Uma ação curricular integrada para uma formação humana integral / 27
3.1 O resgate do conhecimento escolar no campo do currículo / 27
3.2. O sentido da formação humana integral / 31
4. A integração curricular a partir das dimensões do trabalho, da ciência, tecnologia e cultura na prática escolar / 36
4.1. O currículo do ensino médio e as dimensões do trabalho, da cultura, da ciência e da tecnologia / 36
4.2. Caminhos possíveis na construção de uma perspectiva curricular integrada / 41
Referências / 44
Reflexão e Ação (p. 17 e p. 27).
1. Pressupostos e
fundamentos para um ensino médio de qualidade social: sujeitos do ensino médio
e formação humana integral.
As
decisões sobre o currículo se instituem como seleção. Na medida em que se trata
de uma seleção, e que esta não é neutra, faz-se necessário clareza sobre quais
critérios orientam esse processo de escolha.
“Que relações existem
entre o que eu ensino e o mundo do trabalho, da ciência, da tecnologia da
cultura?” Registre esse debate e compartilhe as
conclusões em suas redes de contato.
2. Dimensões da
formação humana: trabalho, ciência, tecnologia e cultura e os sujeitos do
ensino médio.
Organizar uma roda de conversa com os professores da escola sobre as DCNEM (Orientador, após o estudo individual).
Sala da coordenação – professores e alunos
Sala de projeções - professores e alunos
Sala de projeções - professores
DE OLHO NO ENEM - foi outro acontecimento importante nesse período
Sala de videoconferência - Alunos e Professores
Ciências Humanas
Alunos e professores da área de Ciências da Natureza
Ciências da Natureza
ETAPA I – CADERNO 4
Sumário
Introdução / 5
1. O que são as áreas de conhecimento e qual sua relação com o currículo / 12
2. O ensino integrado: trabalho, ciência, tecnologia e cultura / 21
2.1 Trabalho, cultura, ciência e tecnologia / 21
3. Caminhos para a aproximação do conhecimento das diferentes áreas: o trabalho como princípio educativo e a pesquisa como princípio pedagógico / 29
4. O projeto curricular e a relação entre os sujeitos e desses com suas práticas / 39
Referências / 50
ATIVIDADES REALIZADAS
Reflexão e Ação
Uma das atividades do período foi a discussão sobre Ciência, Tecnologia, Trabalho e Cultura a partir da visualização do Filme “Ponto de mutação” https://www.youtube.com/watch?v=7tVsIZSpOdI.
Essa discussão gerou uma proposta para trabalhar Educação Alimentar na escola de forma coletiva. Eis o Projeto completo.
PROJETO DE
EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL
TÍTULO:
Orientação nutricional e alimentar na escola: formação de conceitos e mudanças
positivas de comportamento
INTRODUÇÃO
Transformações
significativas têm ocorrido nos padrões nutricionais das populações de muitos
países. No Brasil também se observa o processo de transição nutricional, caracterizado
pelo aumento do sobrepeso e obesidade. Um dos fatores determinantes dessa
transição nutricional é a mudança do padrão alimentar da população; há um
aumento exagerado do consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar, de alto
valor calórico, associados ao sedentarismo, condições favorecedoras do
desenvolvimento das doenças crônicas.
Diante desse
contexto, a implementação de programas preventivos para a promoção da saúde é
muito importante. Entre as medidas de intervenção, destaca-se a educação para a
alimentação saudável como um instrumento para a promoção da saúde. As práticas
alimentares e hábitos saudáveis são construídos no ambiente escolar por ser um
local favorável para o desenvolvimento de ações para a promoção de práticas
alimentares saudáveis.
A escola deve desenvolver estratégias de
intervenção que envolvam toda a comunidade escolar na formação de hábitos de
vida saudáveis, propiciando um ambiente com opções de lanches nutricional mente
equilibrados, exercícios físicos regulares e programas de educação alimentar.
A importância de
uma boa alimentação faz parte dos saberes populares, religiosos e científicos
há muito tempo e, ultimamente têm ganhado mais e mais destaque. Isso porque, se
de um lado a humanidade sabe que é preciso alimentar-se bem para ter saúde e um
bom desenvolvimento, por outro lado o fato é que cada vez mais cresce o número
de pessoas que sofrem de doenças relacionadas a maus hábitos alimentares.
Doenças como
diabetes, pressão alta, problemas do coração e da circulação, alergias
alimentares, mau funcionamento do intestino, depressão, irritabilidade,
indisposição, osteoporose, dores reumáticas e articulares, dentre outras podem
estar relacionadas com uma alimentação cada vez mais industrializada e sem
referência local, cada vez menos fresca e mais distante de sua origem de
produção.
As frutas e as
hortaliças são uma ótima opção de alimentação, pois são ricas em vitaminas,
sais minerais, fibras e vitalidade. Vitalidade é aquela qualidade viva que as
comidas cruas ou frescas têm. Deveria está incluso no cardápio de todas as
pessoas de 2 a 3 vezes na semana, seja na forma de sucos, cremes, saladas,
gelatinas, doces ou somente lavadas e servidas, o consumo de frutas assegura
nutrientes essenciais ao ótimo desenvolvimento.
A riqueza em
diversidade e abundância de espécies frutíferas do Brasil, assim como seu
enorme potencial produtivo, faz com que as frutas estejam muito disponíveis em
nosso país. Colhidas no quintal e/ou compradas da produção local ou regional,
as frutas e hortaliças podem chegar aos cardápios a mesa com baixo custo,
variando conforme a estação do ano, aparecendo com um frescor e freqüência
ideal para o consumo e a saúde das pessoas.
Avaliando todos esses aspectos,
buscou-se desenvolver um projeto de educação alimentar com o objetivo principal
de investigar como a comunidade entende a questão dos hábitos alimentares
saudáveis e a partir dessa constatação desenvolver um programa de educação
alimentar, a longo prazo, que promova o desenvolvimento de hábitos alimentares
saudáveis na comunidade escolar do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães
(docentes, discentes e outros profissionais da escola, além de pais ou de
responsáveis pelos alunos), contando inclusive com a criação de uma horta no
Colégio.
FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICA
A discussão sobre alimentação no
contexto social é importante para a compreensão da dimensão que ela assume na
vida das pessoas, uma vez que o ato de se alimentar incluirá apenas a ingestão
alimentos, mas está relacionado, entre outros, a aspectos sociais, emocionais e
culturais. Vários autores abordaram as relações entre os diferentes aspectos
que fazem parte do ato de se alimentar.
De acordo com
Carneiro (2003), o ato de se alimentar - primeira necessidade do homem - também
é considerado um prazer, o que revela a dupla natureza da alimentação.
Como a
respiração e o sono, o alimento faz parte das necessidades humanas mais básicas
e é também a expressão dos nossos desejos. Além de ser uma necessidade
biológica, a alimentação inclui um complexo sistema simbólico de significados
sociais, políticos, religiosos, éticos, entre outros.
Para Alvarenga
(2004), nas diferentes sociedades o alimento é cheio de simbologias e carregado
de significados diversos para as culturas, famílias e indivíduos. O ato de
comer envolve muito mais do que selecionar o mais saudável, o mais acessível, o
mais barato; envolve também o prazer, a lembrança, a relação com algo ou
alguém.
Assim, é preciso
entender a alimentação dentro de um contexto muito mais amplo e compreender as
razões para as pessoas comerem além da sensação de fome. Por exemplo, nem
sempre o alimento é oferecido ou ingerido para saciar uma necessidade
biológica. Em várias culturas existem comemorações que incluem momentos de
compartilhar alimentos juntamente com outras emoções.
Segundo Cobelo (2004), os alimentos e
o ato de comer estão associados a múltiplas circunstâncias significativas do ponto
de vista emocional. O processo de alimentação e nutrição tem importância não só
nos aspectos fisiológicos, mas também no desenvolvimento psicossocial do
indivíduo, interferindo nos conteúdos relacional e emocional.
Estes exemplos e outros mostram a comida
usada como um presente e até como estratégia de sedução. Ela transmite
significados metafóricos e é por si só uma linguagem que expressa diferentes
significados como carinho, atenção e afeto.
Dessa forma, no
enfoque social é difícil estabelecer, na análise da alimentação, uma separação
entre os aspectos essencialmente sociais e aqueles que conferem dimensões
simbólicas presentes ao ato de se alimentar.
No mundo e, particularmente no
Brasil, os problemas com alimentação e nutrição da população, vêm sendo alvos
de iniciativas governamentais, adotando-se como política pública o conceito de
segurança alimentar e nutricional. As deficiências específicas de
micronutrientes, particularmente a de ferro, que repercute na magnitude com que
a anemia ocorre em nosso país, acarretando consequências deletérias, justifica
estratégias para o controle do problema. Estratégias que podem surgir no espaço
escolar.
O conceito de Segurança Alimentar e Nutricional vem sendo construído no Brasil desde as primeiras referências no âmbito do Ministério da Agricultura no final de 1985, consolidou-se a partir da II Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional realizada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar em 2004, tornando-se lei 11.346 de 15/09/2006 de Segurança Alimentar e Nutricional: “segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social econômica e ambientalmente sustentáveis” (Art.3º, CONSEA, 2006).
A insegurança alimentar e nutricional pode ser detectada a partir de diferentes tipos de problemas tais como: doenças associadas à má alimentação e ao consumo de alimento de qualidade duvidosa ou prejudicial à saúde e imposições de padrões alimentares que não respeita a diversidade cultural.
O conceito de Segurança Alimentar e Nutricional vem sendo construído no Brasil desde as primeiras referências no âmbito do Ministério da Agricultura no final de 1985, consolidou-se a partir da II Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional realizada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar em 2004, tornando-se lei 11.346 de 15/09/2006 de Segurança Alimentar e Nutricional: “segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social econômica e ambientalmente sustentáveis” (Art.3º, CONSEA, 2006).
A insegurança alimentar e nutricional pode ser detectada a partir de diferentes tipos de problemas tais como: doenças associadas à má alimentação e ao consumo de alimento de qualidade duvidosa ou prejudicial à saúde e imposições de padrões alimentares que não respeita a diversidade cultural.
Segundo Brasil (2004), há modificações no padrão alimentar das populações, tanto em países desenvolvidos e em desenvolvimento, prevalecendo o alto consumo de gorduras saturas e hidrogenadas, este devido à substituição de alimentos ricos em nutrientes como hortaliças e frutas, por alimentos energéticos e densos (rico em gorduras e açúcares) e pobres em micronutrientes e redução das atividades físicas.
Assim o baixo consumo de frutas e hortaliças têm contribuído para carências vitamínicas que por sua vez podem gerar diversas doenças e associar-se ao aumento da vida sedentária (INSTITUTO AKATU, 2003). A recomendação de consumo de fruta, verdura e hortaliça são de pelo menos 400g ao dia. Para prevenir doenças crônicas não transmissíveis é necessário que, em uma dieta de 2000 calorias, 9% das calorias totais (183 calorias) sejam provenientes de frutas, verduras e hortaliças. (BRASIL, 2005) A produção de hortaliças é uma atividade que pode contribuir para reduzir a pobreza da população e melhorar o estado nutricional desta (Castelo Branco, 2007). Sendo esta prática apontada por estudiosos como um elemento importante para garantia da segurança alimentar e saúde nas famílias que a praticam (Pessoa, 2006). Assim possibilitando uma variedade de alimentos consumidos, rompendo muitas vezes com a monotonia da dieta, principalmente em áreas urbanas (Nascimento et al., 2005).
Nesta
perspectiva a implantação de um programa de educação alimentar e a construção
de uma horta escolar apresenta-se como um recurso privilegiado para
potencializar o aprendizado do aluno sobre a importância de uma alimentação
mais saudável. Ao implementar uma horta no espaço escolar, mais um ambiente de
ensino/aprendizagem é criado - uma sala de aula viva, concreta, dinâmica,
inclusiva onde é possível promover uma educação integral.
OBJETIVO GERAL
Analisar os reflexos deste programa nas
condutas alimentares da comunidade escolar em uma escola de ensino médio do
município de Itabuna (BA), discutindo o papel da escola neste contexto, a
partir da implementação de um programa de educação alimentar e nutricional.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
Investigar o que
a comunidade escolar entende por hábitos alimentares saudáveis
Criar e
implementar um programa de educação alimentar e nutricional, utilizando também
a análise dos resultados destes após 8 meses de sua implantação;
Desenvolver
estratégias de intervenção que envolvam toda a comunidade escolar na formação
de hábitos de vida saudáveis (higiene, educação alimentar, acompanhamento do
crescimento e desenvolvimento), buscando a qualidade de vida
Verificar se a
intervenção foi capaz de provocar mudanças comportamentais nos hábitos
alimentares e no estilo de vida de adolescentes;
Avaliar os
alimentos que são oferecidos na merenda escolar
Discutir o papel
da escola como espaço de práticas de educação alimentar e nutricional
Publicizar
conceitos relacionados à alimentação e saúde, noções básicas sobre
horticultura, educação ambiental e alimentar nos espaços de convivência da
escola;
Valorizar e
ampliar o conhecimento das famílias para que estes atuem como multiplicadores
de hábitos saudáveis e implementem hortas residenciais.
METODOLOGIA
A metodologia a ser desenvolvida
basear-se-á na abordagem qualitativa com o uso da pesquisa ação. Serão
realizadas além da pesquisa bibliográfica, para fundamentação das ações
envolvendo a educação alimentar e bons hábitos de higiene e cuidados com o
corpo, informações técnicas sobre a implantação e cultivo de horta escolar.
Para tanto, iniciaremos com o diagnóstico
sobre educação alimentar com a aplicação de questionário para toda comunidade
escolar com perguntas abertas e fechadas, avaliação física, palestras e
depoimentos sobre bons hábitos para promoção da saúde física e mental do ser
humano, desenvolvimento de um programa interdisciplinar sobre educação
alimentar e nutricional a ser incorporado no Projeto Político e Pedagógico o
Colégio Modelo, bem como ações que promovam ação uma boa educação alimentar na
escola.
Utilizaremos para análise dos dados coletados com o questionário a planilha Excel, cujo os resultados auxiliaram no desenvolvimento do programa de educação alimentar para toda comunidade escolar. As ações serão desenvolvidas conforme os objetivos a serem atingidos com cada segmento escolar.
AÇÕES
Ações a serem
desenvolvidas com a comunidade escolar
· Aplicação de um questionário de
sondagem sobre seus hábitos alimentares.
· Desenvolver um programa de educação
para a alimentação saudável na escola, com a participação efetiva e o
envolvimento de todos os profissionais – diretores, professores, merendeiras,
familiares e escolares, com promoção de palestras por especialista no assunto
(nutricionista, endocrinologista, cardiologista, farmacêutico, entre outros).
· Incorporar o tema alimentação saudável
no projeto político pedagógico da escola
· Criar um cardápio saudável de merenda
escolar com uma nutricionista
· Sugerir que a educação alimentar no
ambiente escolar seja estruturada por uma abordagem interdisciplinar dos temas
relacionados com a alimentação saudável e a mudança dos hábitos e
comportamentos de riscos à saúde.
Ações a serem
desenvolvidas com os alunos:
· Implementação no início do ano letivo
da semana da saúde com pesagem, aferição da pressão arterial, teste de
glicemia, IMC etc. Obtendo a ficha individual do aluno.
· As intervenções em Educação Alimentar
e Nutricional em sala de aula consistirão de discussões, apresentação de
filmes, elaboração de cartazes, dramatização, leitura de textos, aplicação de
jogos e dinâmicas, buscando a participação e o envolvimento dos adolescentes
· Paralelamente a estas atividades será
elaborado pelos adolescentes o “Mural da Boa Alimentação”. Para a montagem do
mural, que ficará exposto na sala de aula durante todo o semestre, os
estudantes serão incentivados a procurar reportagens, figuras e notícias em
revistas e jornais, a respeito de alimentos e nutrição.
· Outra atividade para incentivar a
participação dos alunos, inclusive a dos mais inibidos, com dificuldades de
apresentarem suas opiniões diante da classe, será uma “caixinha de dúvidas”, na qual os alunos
poderiam depositar perguntas sem a necessidade de se identificarem.
· Avaliar os resultados encontrados em
dois momentos distintos: um logo após a intervenção e outro depois de um
período de oito meses.
Ações para
implantação da horta escolar sob o título: Horta na Escola: caminhos para a
educação alimentar
· Avaliar um terreno apropriado para
desenvolver a horta e preparar o solo para o plantio;
· Seleção das espécies vegetais que
serão cultivadas;
· Criação do mural educativo “Colhendo
saúde”, instalado na principal área de convivência da escola, trazendo
informações inerentes a prevenção de doenças, educação alimentar e nutricional,
e atividades do projeto.
· Estímulo à realização de pesquisadas
entre os educandos sobre diversos temas. Na Geografia pode-se pesquisar sobre o
solo (tipos, sua importância, ...). Na matemática o espaçamento entre as mudas,
a quantidade de mudas/sementes por cova, a proporção de germinação das
sementes,... Nas Ciências, discutir sobre o habitat das plantas, suas
necessidades vitais (água, ar, solo e luz), fotossíntese, respiração,
transpiração,... Na Língua Portuguesa a criação de textos relacionados às
questões ambientais do cotidiano, escolha de uma hortaliça e instigar na
criação de uma poesia, paródia de acordo com a espécie;
· Divulgação através de folders, de
receitas com dicas alimentares, hortaliças não convencionais e dicas de saúde,
distribuídos mensalmente pela equipe de coordenação do projeto.
· Estabelecer parcerias com escolas
técnicas de nutrição da cidade de Itabuna para realização de cursos e oficinas
abordando as temáticas de segurança alimentar e nutricional, importância das
hortaliças na alimentação, cultivo de hortaliças, hortaliças não convencionais
e atividade física/saúde.
REFERÊNCIAS
ALVARENGA, M. A
mudança na alimentação e no corpo ao longo do tempo. In: PHILIPPI,
S.T.; ALVARENGA,
M. Transtornos alimentares. São Paulo: Manole, 2004. p.1-20.
BRASIL. Lei de
segurança alimentar e nutricional conceito. Lei nº 11.346, 15 de Setembro de
2006. Cartilha do Consea, 2006.
OMS-Organização
Mundial de Saúde. Estratégia Global em alimentação saudável, atividade física e
saúde, 2004.
BRASIL.
Ministério da Saúde. Alimentação Saudável: principio e considerações. Brasília,
2004.
BRASIL.
Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde – Departamento de Atenção
Básica-Coordenação-geral da política de alimentação e nutrição. A iniciativa de
incentivo ao consumo de legume, verduras e frutas no Brasil. Documento-base.
Brasília, 25 maio de 2004.
CARNEIRO, H.
Comida e sociedade: uma história da alimentação. Rio de Janeiro: Campus,
2003. 185p.
COBELO, A.W. O
papel da família no comportamento alimentar e nos transtornos
alimentares. In:
PHILIPPI, S.T.; ALVARENGA, M. Transtornos alimentares. São Paulo:Manole, 2004.
p.119-130.
CASTELO BRANCO,
M.; MELO, P.E. de; ALCÂNTARA, F.A. de. Hortas Comunitárias: O Projeto Horta
Urbana de Santo Antônio do Descoberto. 1 ed. Brasília: Embrapa Hortaliças,
2007.
INSTITUTO AKATU.
A nutrição e o consumo conscientes. São Paulo. Instituto akatu, 2003.
NASCIMENTO,
A.P.B. de; ALVES, M. C.; MOLINA, S. M. G.. Quintais domésticos e sua relação
com estado nutricional de crianças rurais, migrantes e urbanas. MultiCiência,
São Paulo, n. 5, out., 2005.
PESSOA, C.C.;
SOUZA. M. de; SCHUCH, I. Agricultura urbana e Segurança Alimentar: estudo no
município de Santa Maria – RS. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas,
13(1): 23-27, 2006.
Disponível em:










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